segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bouken-Ni Zero, no Blog do NUPO

Oi pessoal! O Mundo Mazaki esteve um tanto parado neste começo de ano, não acham? Mesmo as tirinhas (mal feitas por sinal) do Bouken-Ni não aparecem desde a edição 28. Estou aqui hoje para dizer a vocês que tudo isso teve um bom motivo! Na verdade um ótimo motivo. A publicação do Bouken-Ni Zero, no recém-inaugurado Blog do NUPO.

NUPO? Mas o que é isso Mazaki?

Não comentei aqui no blog sobre ele, simplesmente pela falta de tempo somada ao fato de que acredito que alguns leitores mais assíduos do blog me acompanhem por outros meios, como o twitter, onde expliquei e divulguei esta novidade. 

Resumindo de modo BEM direto: o NUPO é uma união de autores (sejam ilustradores, escritores ou quadrinistas) para juntos publicarem seus trabalhos e assim conseguir duas coisas: divulgação e experiência.

Agora vamos ao prato principal.....

Bouken-Ni Zero, o primeiro one-shot do BN

Um dos comentários mais comuns que recebi nas tiras do Bouken-Ni durante este primeiro ano de publicação foi um sonoro desejo de que eu fizesse histórias maiores.

Pra falar a verdade eu só adotei o formato yonkoma (4-panel) por limitações de tempo e qualidade. Hoje em dia gosto bastante de fazer mini-histórias nesse formato, que força o autor a conseguir dizer muito com 2 pares de quadros (literalmente), mas também sempre ansiei por tentar algo com mais espaço.

Por isso vi na iniciativa NUPO a chance de arriscar.

Então, saíram pelo blog do NUPO o primeiro one-shot oficial do BN, chamado "Bouken-Ni Zero" que conta como começou a amizade (no mundo físico, não virtual) dos personagens das tiras. Peço a todos os que já leram alguma das tiras e gostaram, que dêem uma chance para minha primeira tentativa de história longa (desde os tempos que fazia tudo de bic, em páginas de caderno ^^'). Olha o link aí:




PS: Ainda não é certeza, mas talvez esse one-shot traga ainda mais novidades sobre o BN. Critiquem e comentem, preciso da opinião sincera (mesmo que dolorosa!) de vocês ;D

Até breve!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Bouken-Ni #28: Hetalia

Olá a todos! Estou de volta nas tirinhas semanais que sempre saem de duas em duas semanas! Desculpem por isto, mas a correria de final de ano atrapalhou a diagramadora a fazer a edição. Pode acontecer ne, mas isso não vai impedir o Bouken-Ni de continuar avançando até às estrelas!

Enfim, última tirinha a ser publicada no ano de 2012, o que significa que faz quase 1 ano desde que o BN começou. Nada de especial, mas espero em 2013 trazer novidades bem mais emocionantes do que esta.

E porque não finalizar o ano com uma tira sobre um mangá/anime que sofre tanto preconceito (desnecessário) dos "otakus mais comuns"? Vamos lá!



Pseudo-Cult.... você já não tem uma fama tão boa e ainda fica gostando dessas coisas de fujoshi.... sinceramente....

Pois é, apesar de Hetalia ser na verdade uma comédia muito divertida ela sofre esse preconceito, graças ao amor que o público de yaoi tem por ele. Vai entender ne, pelo menos acho que o Mimimi conseguiu representar a estranheza comum que acontece.

E. . .  é isso! Espero que todos os que acompanham (ou quem sabe acabaram tropeçando por aqui) o Bouken-Ni tenham uma virada de ano divertida e cheia de esperanças para o próximo ano. Eu espero poder ver uma estrela cadente para poder fazer um pedido sincero, tipo: 

"Estrela cadente, faça com que meus desenhos fiquem um pouco menos horríveis..... só um pouco já era bom sabe".

Que venha 2013!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bouken-Ni #27: Falar do meu anime, não!

Olá a todos! Voltei após uma confusão fenomenal que girou minha vida em 360 graus de uma só vez!

Sim, eu quis dizer que deu uma volta completa e voltou ao mesmo ponto, leitores cheios de nerdices, vocês não sabem como se fica tonto com uma girada dessas. 

Mas, chega de conversa fiada, vamos à tira da semana!



Sempre assim ne? Aqueles que adoram falar do que não gostam e acham que os outros são obrigados a escutar não gostam quando chegam a vez deles de ouvir uma opinião contrária.

Essa é a essência do personagem Mimimi!

Pessoal, aproveitando o espaço gostaria de compartilhar com vocês os desafios que tenho tido ao produzir o spin-off do BN, chamado "Bouken-Ni Zero" que nada mais é do que uma história maior e em moldes mais tradicionais de quadrinhos com esses otakinhos que vocês já conhecem pelas tiras.

Quem acompanha meu trabalho em outros sites nos quais coopero sabe que estou envolvida em um projeto de mangá para o blog Kono-ai-Setsu. Estou encarando o Bouken-Ni Zero como a oportunidade de aprender o básico para produzir esta outra obra que, com certeza, exige uma qualidade maior técnica do que este gag que trago para vocês sempre.

Chega de blablabla ne? Vou deixar pra vocês uma foto que tirei com meu celular, da versão não finalizada da segunda página do Bouken-Ni Zero. Se quiserem deixar críticas desde já, eu agradeceria. Sei que meu trabalho não será tão tecnicamente bom, mas estou me divertindo muito fazendo isto ^^

90% das fotos que tiro com o celular ficam tremidas!!!!


Até semana que vem! (Eu juro que vou responder os comentários da postagem passada e dessa!!!!!)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bouken-Ni #26: Critério Old-School

Olá pessoal! Voltou direito dentro do prazo com mais um Bouken-Ni! Não é inacreditável? Pois é.

Hoje tenho uma pequena historinha para contar, mas antes disso vamos à tira. Alias, esta daqui foi uma sugestão do @Moura_96, pelo twitter, demorou a ser publicada, mas tá aí!



Eu sempre digo que gosto bastante do No-Name, apesar de ele não fazer muito sucesso com os leitores. Deve ser o visual bizarro!

Enfim, a história que eu queria contar pra vocês não tem nada demais, mas como o BN também é espaço para minhas aventuras com esta pequena série, tá valendo. Acontece que, quando comecei a publicação das tiras, lá em janeiro, eu tinha uma visão bem mais pessimista das coisas, então disse a mim mesma:

"Mesmo que esse negócio dê errado, vou fazer pelo menos uma 'temporada' de 26 tiras!"

E, vejam só, chegamos ao tal número 26 e este ainda não é o fim do Bouken-Ni. Na verdade, com o passar do tempo, com as melhoras técnicas minhas e da arte final, com o que fui aprendendo e, principalmente, pelo simples fato de ter insistido, o projeto do Bouken-Ni só foi crescendo. Agora, ao invés de estar me despedindo, chego ao tal número redondo de 26 tiras apenas cheia de ansiedade para o que virá à seguir.

Sinceramente, neste momento em que publico, não sei se as tiras no formato atual se manterão muito mais, mas isso só significa que talvez eu amplie as coisas, traga bem mais conteúdo para vocês.

E é isso! Chega de tanta conversa. Antes de me despedir só queria confessar que fico envergonhada com esse meu defeito de nunca responder aos comentários. Sintam-se à vontade para me xingar por tal e até cobrar, porque eu tenho consciência de que fico em dívida com quem tem o trabalho de expor seus pensamentos.

Obrigada a todos pela leitura e até breve com, talvez, mais histórias malucas para encher a postagem!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Bouken-Ni #25: Inspirações

Estamos de volta! Após um hiato onde boa parte da culpa foi apenas minha, por não gostar muito da minha caneta nanquim, estamos de volta com o Bouken-Ni!!! Eu já estava com saudades, espero que alguns de vocês, queridos malucos que acompanham essas tiras, também!




Pois é, eu até gosto de assistir ao anime de Bakuman, mas quando alguém fala da série como inspiração. . .  Aiai. (Ah, a diagramadora, Se-chan, disse que o No-Name do quadro 3 podia ser usado até de avatar, eu concordei totalmente!)

ENFIM, como eu disse antes, temos muitas novidades, ou nem tantas, já que eu vou ir falando aos poucos para vocês do que estou já aqui preparando para o futuro do Bouken-Ni.

A primeira coisa, é que estou dando alguns passos rumo ao logo final da série. Graças à uma ajuda da @josikm eu estou finalmente encontrando o caminho certo. Essa é uma batalha que estou travando desde o final do ano passado, sinceramente parece um verdadeiro battle shonnen, de tantas reviravoltas rumo à versão definitiva. Olhem aí como tá ficando.

Ainda falta colocar o slogan!

E, o outro GRANDE acontecimento foi a primeira participação fora-série do Pseudo-Cult! Sim, nas web-tiras chamadas Redo Ringo, do camarada Augusto, onde o personagem mais metido do Bouken-Ni faz sua aparição como..... um galã a ser admirado?! Oh meu deus! Confiram isto!


Edit: Saiu mais uma das tiras que vai ter o Pseudo-Cult em Redo Ringo! Preciso linkar!


Olhem aí como ficou o nosso Pseudo-san no traço de Redo Ringo! Estou apaixonada!!
Bom, por enquanto é isso. Confesso que preciso urgente de um scanner. Tenho postado vários fanarts do Bouken-Ni através de fotos, mas a qualidade não é boa para trazer ao blog. Me desejem sorte! 

domingo, 11 de novembro de 2012

#ClampDayR2 - Anisong Side

Olá a todos! Chegando para fazer a minha contribuição para a versão melhorada e expandida da homenagem conjunta ao grupo Clamp, o #ClampDayR2! Eu já disse antes, mas vale lembrar que todas as informações atualizadas das participações estão na página do Facebook do projeto.


Aproveite a ocasião para retomar um estilo de postagem que adoro: a de playlist! Já faziam quase 3 anos que eu não trazia algo assim ao blog, mas agora estou feliz da vida por ter tomado coragem para isto. O Anisong Side está de volta em grande estilo!

(Vou confessar para vocês que eu também faço essas postagens para ter o que escutar quando estou longe do meu computador, por exemplo no escritório, e quero algo bacana e já pré-selecionado)

Foi difícil, mas selecionei 5 músicas dentre todas as inúmeras trilhas marcantes que acompanham obras Clamp. Eis a lista:

1 - Oh Yeah! - Clamp in Wonderland 2
2 - 19 sai - xxxHolic OP 1
3 - Let Me Be With You (New Step Remix) - Chobits OP
4 - All You Need is Love - Magic Knight Rayearth OVA
5 - Kaze no Machi he - Tsubasa Reservoir Chronicles Insert Song
6 - Kagerou - xxxHolic ED 2

Só dar play e escutar essas belas canções!




E também, aos que não conferiram anteriormente, tem a participação do Bouken-Ni no ClampDay! Leiam!

Bouken-Ni Especial : ClampDay

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vem aí o ClampDay R2!


Em 2012 o grupo Clamp, responsável por diversos dos mangás que marcam a memória de grande dos fãs de anime e mangá, completou 25 anos. Surgiu a idéia, entre os que tem blogs e sites relacionados à anime e mangá, de homenagear este grupo com uma data: foi o ClampDay que aconteceu em 21 de maio de 2012.
  
Porém, infelizmente, daquela vez a repercussão das homenagens acabou sendo menor do que o esperado. Mas isso não foi motivo de apenas tristeza, pois fãs são pessoas dedicadas e assim surgiu o projeto ClampDay-R2: mais uma ocasião para reunir pessoas para prestar suas devidas homenagem a essas mangakás que vem encantando nossos corações a tanto tempo.
  
Afinal, o que é TÃO INCRÍVEL quanto o CLAMP merece ser homenageado duas vezes!
  
E dessa vez fomos mais longe! Não apenas blogueiros estão convidados a participar. TODOS podem, e devem, prestar sua contribuição neste "festival virtual" para o Clamp! Fanarts, vídeos, áudios, malabarismos e até cosplays de Mokona são muito bem-vindos no ClampDay R2! Ainda há tempo, então prepare você também sua homenagem!


  
E sabem o mais interessante ainda? Dessa vez serão DOIS DIAS de comemorações! Mais tempo para postar e compartilhar os resultados desse movimento e tudo isso em um fim de semana, onde todos poderão apreciar os trabalhos com tempo!
  
O que estão esperando? Venham participar do ClampDay R2 vocês também! Olha aí as datas!
  
10 e 11 de Novembro de 2012
  
Não precisa se inscrever, ou entrar em alguma lista. Basta PARTICIPAR! (e mandar algum link com sua participação pra podermos compartilhar com o pessoal todo). Para mais informações vocês pode acessar a página oficial da homenagem no facebook.
  
  
Aqui no Mundo Mazaki não faltarão homenagens, por tanto, fiquem de olho no que estamos aprontando! Eu já estou preparando minha touquinha de Black Mokona! (Isso é tão coisa de otaku padrão ne? Desculpem!)
  
Até sábado, pessoal, no lançamento do CLAMPDAY R2!



Texto do organizador do ClampDay R2, Raphael Soma, no blog nbm² - http://nobumami.blogspot.com.br/2012/05/quer-participar-do-clamp-day-r2-saiba.html

Também tem a chamada à data no Netoin! - http://netoi.blogspot.com.br/2012/11/vem-ai-o-clamp-day-r2.html


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Os talentos brasileiros que o público ainda não conhece

Nos últimos anos temos visto na mídia mais popular dos quadrinhos um movimento constante de quadrinistas brasileiros publicando (ou se auto-publicando) os chamados mangás brasileiros. Essa aparente expansão se dá bastante pelo modismos que obras "estilo mangá" tem tido graças ao quadrinho "Turma da Mônica Jovem" da Maurício de Souza Produções. Agora temos Ledd, Ação Magazine, e diversos anúncios da editora NewPop. Claro que todos estes títulos são merecedores de créditos por conseguirem espaço dentro do grande público de quadrinhos, mas eles não são, nem de longe, os únicos grandes talentos que temos nesse nicho do mangá brasileiro.


Com a primeira edição lançada em Abril de 2012 e contando atualmente com 7 volumes e mais de uma dezena de séries (mais one-shots) a revista eletrônica Nanquim Digital vem abrindo espaço para novos talentos e outros já mais experiente no mercado independente de publicações. Séries de todos os calibres estão ali sendo publicadas e vou falar uma verdade para vocês: muitas obras de grande valor estão nas páginas (por enquanto apenas virtuais) da RND.

O público normalmente observa com certa descrença publicações em formato apenas eletrônico, como se isso fosse algum sinônimo de amadorismo e erros absurdos. Porém a "Nanquim Digital" se preocupa e muito com a qualidade em todos os sentidos. Uma prova simples disso foi a errata que esteve presente na edição 7 da revista, onde se fazia uma observação do uso incorreto de uma palavra em um dos mangás e também avisando que o mesmo já havia sido corrigido nos primeiros capítulos do mesmo (eis uma vantagem do formato digital, fazer uma correção e nova disponibilização ao público é bem mais econômico).



Não é sem motivos que o vencedor do concurso "Seja o Novo" promovido pela Ação Magazine foi um autor que publica na RND: Pré, de Max Andrade (PAAF) foi o vencedor (e alias, foi o estopim deste meu texto). O Max não é um novo talento surgido do nada, Tools Challenger vem sendo publicado na Nanquim Digital desde seu começo e no blog do próprio Max (ACESSE AQUI) podemos ver uma lista generosa de obras que ele vem concluindo nos últimos anos.

A grande questão aqui é que o público geral de quadrinhos aqui no Brasil não conhece muitos dos seus novos autores mais talentosos. Outro exemplo marcante foi o caso de "Over the Rainbow"



Segundo colocado do 5º Morning International Comics Competion, Manguinha foi muito parabenizado dentro do círculo dos que estão mais atentos ao mercado indie brasileiro, porém, mesmo com a leitura estando disponível na web, não houve uma repercussão dentre os sites especializados como aconteceu em outras ocasiões.

Parece que o público brasileiro ainda não enxerga muito obras que não estejam em formato impresso (acredito que Ledd seja a obra que mais está conseguindo atacar este preconceito) e isto acaba por não dar a oportunidade de reconhecimento que diversos novos talentos mereceriam.

Afinal, se Tunado, da Ação Magazine, mereceu citações, resenhas e premiações brasileiras e Over The Rainbow não?

Claro que isto não é "culpa" do público. O fato é que os autores não sabem se divulgar fora do pequeno nicho envolvido em quadrinhos independentes. Apenas a pequenina parcela de público que realmente "vai atrás" de novo conteúdo que acaba esbarrando mais cedo ou mais tarde nessas obras de qualidade surpreendente. Talvez o papel mais importante que a Ação Magazine possa vir a ter seja o de criar algum canal em que seja mais fácil esse público possa chegar aos autores. Mas isso só é passível de crer em algum futuro ainda afastado, se a publicação melhorar em diversos sentidos. Não vamos discutir isto aqui.

Finalizando

Pra fechar a postagem vou deixar a imagem de um mangá que estreou na Revista Nanquim Digital na sétima edição. Uma obra que, aparentemente, já vem sendo espalhada pela web a bastante tempo, havendo inclusive muitos scans em inglês dela. Trata-se de Nova Ventura, de Ivan Lennon. Devo dizer que fiquei, para dizer o mínimo, de queixo caído ao ler rapidamente o primeiro capítulo de Nova Ventura, na RND. Cenários, composição, aplicação de efeitos e o traço..... Sem falar em um clima de aventura digno das sensações shonnen da Jump (de onde o autor não esconde ter muita influência).



Eu me pergunto e pergunto a vocês: porque o nosso novo mercado de mangás nacionais não tem essa imagem como um dos destaques para o público geral de quadrinhos?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Análise] Porque o filme de K-On!! não foi tão bom assim?

Olá pessoal! Hoje trago a vocês uma análise sobre um acontecimento pessoal meu como fã que me fez levantar uma série de pensamentos analíticos que gostaria de compartilhar com vocês:

Por que, afinal, eu não gostei tanto assim do filme de Keion?

Esta postagem irá conter spoiler, pois vou fazer uma análise de alguns detalhes da narrativa do filme em questão, por tanto estejam avisados. (E quem não gosta de K-On! pode ir se despedindo também.... tchau!)

 Porque o filme de K-On!! não foi tão bom assim?



Já li algumas opiniões sobre o filme, as principais nos dois blogs parceiros, Gyabbo e Anikenkai. São bons textos para ter uma ideia geral da qualidade da obra, que é totalmente original (sem referências no mangá de onde vem a série de TV). 

Acredito que quem procura informações estes dois textos bastam. Aqui não vou repetir informações técnicas ou de "vale a pena ver" ou não. Vou entrar em detalhes, em minúcias. Afinal a questão toda aqui é que eu, que sou uma fangirl assumida da série de K-On!, do mangá, das antologias, das músicas e o que mais for, não consegui me agradar de todo do filme. E isso teve um motivo que eu demorei bastante a entender.

"Ah, Mazaki, você só não gostou porque viu o filme quando tava de TPM, admita!"

Bem que eu queria que isso fosse verdade. Afinal eu sou uma pessoa que já comprou 3 instrumentos musicais e escreveu por mais de 2 meses um total superior a 160 folhas de fanfictions por causa de K-On. Eu estava simplesmente com uma alta expectativa por este filme! Eu poderia ser capaz de gostar de qualquer coisa que viesse da KyoAni e, de fato, gostei.

Mas ainda assim tinha algo errado.

Muita cafeína no cérebro em um final de tarde acabou me levando a finalmente entender que não foi uma questão de birra minha. Existia sim um bom motivo e ele pode ser resumido em:

Eu esperava que o filme de K-On! fosse um bom filme.

"Mazaki, como sempre você não fez qualquer sentido!!!"

Eu já explico. Relaxa.

Entendendo a falha narrativa do filme de K-On!


Vamos começar do mais óbvio: K-On! The Movie é. . . um filme! (eu disse quer era óbvio) e, através dos trailers e imagens promocionais este filme passou a ideia de que falaria sobre a viagem das garotas da Houkago Tea Time à Londres. 

Um filme sobre uma viagem, ok.

O começo é um pouco demorado, mas não há de se estranhar isso em K-On! É o estilo da série, é como um slice-of-life deve parecer, mesmo no cinema. Junto com a introdução da viagem somos também apresentado ao outro (e traiçoeiro) segundo ponto de desenvolvimento da narrativa do filme: a composição da música que veio a ser Tenshi ni Fureta Yo.

Ok, a viagem inicia e todos nos sentimos finalmente embarcando numa experiência cinematográfica de entretenimento descompromissado. Algo como ir assistir Avengers e aleatoriamente começar uma sequência de porradaria entre os heróis que depois vão se ajudar. É nesse momento que o público pensa "é por isso que vim ao cinema!"  e entra de vez na brincadeira.

A viagem vai se desenvolvendo com todas as pequenas e divertidas bobagens das garotas, tudo em paralelo com os questionamentos de Yui sobre o presente para sua "koneko-chan". Alias, estes questionamentos renderam os momentos mais hilários e yuri-feelings do filme, um presente generoso para os fãs mais adoradores de K-On!, diga-se de passagem. 

Temos aqui durante a viagem também outra escolha no roteiro que impulsiona o clima cinematográfico da obra - o foco em Yui e Asuza. Esta é realmente uma minúcia, mas compare esta parte do filme com todas as passagens do anime e será fácil notar que K-On! procura sempre desenvolver bem as personagens num geral (ainda que na primeira temporada neglicenciasse um bocado a nossa tecladista favorita, Mugi-chan).

As coisas vão se passando ainda no clima bem cotidiano. Mesmo num país distante as coisas continuam acontecendo de maneira divertida e hiper-sortuda para nossas personagens. Afinal, ninguém quer ver um drama, mesmo estando no cinema.  (Pensem nisso, poderiam haver suicídios de fãs! Eu mesma poderia não estar escrevendo este texto agora!)

Brincadeiras à parte, o tão conveniente show em um pequeno festival que a banda consegue de última hora é um presente que já vai mostrando ao expectador, junto com o pôr-do-sol que logo sobrevêm no parque onde se realizava tal evento, que estávamos nos aproximando do fim daquela aventura internacional. Sim, logo a HTT voltaria a seu mundinho ainda sendo as mesmas pessoas felizes de sempre, mas todos ficariam felizes e com um sentimento de satisfação enorme pela experiência.

E é isso. Fim do filme. Ou assim deveria ter sido. Ou assim eu esperava que tivesse sido!!

Só que não foi isso o que aconteceu. Elas voltaram ao Japão, o tempo foi passando, as cenas foram se estendendo. Sim, ainda era preciso desenvolver a história de Tenshi ni Fureta Yo.

Só que, a esta altura, eu já estava mesmo acreditando que estava vendo um filme e aquela total quebra de "característica cinematográfica" me aturdiu por completo. Parecia que o filme tinha se encerrado e estávamos agora vendo a novos episódios da série de TV de K-On!, ainda que a qualidade de animação conseguisse ser estupidamente ainda melhor do que a referida série.

E isso é ruim? Será que esse desenvolvimento do último terço do filme foi ruim? De jeito nenhum! Só que esse "arco" quebrou por completo da minha percepção do filme.

Me peguei mais de uma vez pensando "por que os créditos ainda não subiram?" e não porque estivesse ruim (tá, eu achei que não precisava repetir a cena de Tenshi ni Fureta Yo mesmo), mas estava errado para um filme!

Eu confesso que sou uma pseudo-cult adoradora de estruturas narrativas, termos de jornada do herói, termos de roteirismo e quaisquer dessas coisas que boa parte do público comum nem sabe que existe, mas eu não estava tentando ver as coisas desse modo quando assisti ao filme. Tanto é que só entendi realmente os motivos da minha reação meses depois.

Será que fui uma das raríssimas exceções dentro dos fãs que apenas deliraram, ou meramente acharam um bom fechamento (espero que permanente) para a lucrativa franquia? Provavelmente sim, mas acho válido expor que mesmo opiniões positivas podem ter ressalvas inesperadas.

Conclusão



Eu gostei do filme de K-On! Não tanto quanto achei que gostaria, mas sim, eu me diverti muito assistindo e ainda preciso rever "de novo, de novo" para poder apreciar em mais detalhes todas as gracinhas das personagens individualmente (apesar desse anime ser muito Yui-Asuza, ainda tenho que absorver todas as nuances da querida Mugi-chan!!!). Como "fechamento" para uma franquia de tanta repercussão foi perfeito. Como a coroação final de um vencedor de ponta a ponta do campeonato foi excepcional (momento de comparações estranhas).

MAS, como filme, K-On!! teve sim suas falhas. Não há como saber se seria ainda melhor se tivesse tido uma estrutura de filme por completo, apenas pode-se conjecturar à respeito. Não sou do tipo que prefere gostar de uma obra apenas pelo lado bom, nem mesmo quando sou fangirl.

Acontece, erros pequenos não estragam uma franquia. Só nunca inventem de fazer a terceira temporada, KyoAni.


 
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