Por que te assusta a solidão se foi ela quem te criou? Silenciosa, no passar das horas Sozinha, criança e calada Abandonada à única companhia dos pensamentos Solidão, querida solidão Abraçou-te como mãe Ensinou como mestra Que não haveria ninguém ali Mas que sempre existiria um refúgio para ti Os pensamentos Recheados de ideias malucas Vindas dos filmes, da televisão Dos jogos, dos gibis Ideias coloridas, ideias aventurescas Barulhentas e agitadas Incapazes de quebrar o tic-tac do relógio da parede Pois eclodiam em sons apenas dentro de si Solidão, amiga eterna Por que a afasta agora, depois de tudo? São amigas de infância, tu e ela Se não fosse por ela, só por ela Jamais teria aprendido a criar teus próprios mundos Tuas próprias historinhas de aventurar A solidão do hoje é barulhenta A rua, a sala, o escritório Sempre que podes te esconde dessa confusão com música Enredos próprios Só teus Então Por que temes que a solidão te faça a companhia? Aceita ...
Aqui. Por agora.