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O que se espera?

Faz mais de um ano desde que não posto nada novo neste blog. Percebi que poderia parecer que simplesmente morri, para algum eventual transeunte que só me conhecesse por este endereço, então resolvi escrever algo rápido apenas para dizer que não estou morta.

Não estou morta. Apesar de às vezes a faculdade me fazer acreditar que sim.

Estou trabalhando em outros sites, como o Kono-ai-Setsu, e também envolvida em projetos pessoais (como um livro, contos e afins). Além disso existe a faculdade e o emprego para fazer toda a motivação e energia do mundo ser insuficiente.

Não morri, mas não tenho mais escrito sobre anime/mangá/cinema que não fosse do nicho yuri, no Kono-ai-Setsu.

Eu poderia estar, mas não estou. Não se enganem. Existe tempo para fazer tudo o que se quer no mundo, basta haver vontade o bastante para isto.

Não tenho tido vontade de escrever sobre cultura pop/nerd. Sinto que isto, após algum tempo (desde 2012, talvez) não tem me dado mais nenhum tipo de retorno interessante. Mesmo buscando escrever coisas distintas do que se vê por aí, mesmo planejando e executando textos mais profundos sobre tópicos específicos (como o texto sobre perfis de personagens), devido à diversos fatores (entre eles a minha incompetência em divulgar) esses trabalhos não se viram recompensados da maneira que eu esperava.

Então, após idas e vindas, acabei desistindo. Aceitando o fracasso e desistindo.

Ainda existe em mim a vontade de escrever sobre esse tipo de assunto. Na verdade existe vontade de escrever sobre tantos assuntos que é bastante difícil administrar, porém não tenho como dedicar mais tempo à algo que não me leva a nenhum lugar.

Esse tipo de pensamento sempre está na minha mente, mas esta semana veio bem mais à tona do que o de costume. A polêmica envolvendo a Editora JBC e um site de scans ilegais me fez sentir vontade de discutir, argumentar e analisar. As redes sociais não tem espaço para expor pensamentos longos e argumentos profundos, então um texto em um blog seria ótimo (ou um vídeo no YT, que é bastante tendência atualmente). Então percebi que o espaço que eu havia cultivado para este tipo de momento estava morto, desde janeiro de 2016.

Morto, como aparentemente eu estava, segundo o histórico de postagens.

Mas eu não estou morta. Talvez um dia possa dizer que este blog também não

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