segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!

Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).

Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.

Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a piloto da nave, Fee Carmichael, uma mulher de muita personalidade e certo nível de irritabilidade constante pela dificuldade de manter seu vício no cigarro enquanto trabalha no espaço.



Tendo falado do plot e dos principais personagens gostaria de dar certo destaque à maneira toda própria com que o enredo é desenvolvido. Os dois primeiro capítulos são fechados em si, sendo o primeiro focado em Yuri e suas motivações que vem de um passado trágico. Depois temos Hachimaki, que passa por um tratamento na Lua e conhece uma jovem bastante peculiar. Uma pessoa que consegue marcar o astronauta e passar-lhe, através de seus atos, valores profundos para sua própria vida.

Depois desses capítulos iniciais a trama começa a desenvolver-se de maneira mais linear. Isso não tira dos capítulos os seus enredos próprios e auto-contidos, porém a cadência entre esses acontecimentos é bem mais proeminente na trama como um todo.

O principal ponto de Planetes é a relação entre a vida do espaço e os seres humanos, criaturas que não nasceram naturalmente para este tipo de ambiente. Os anseios dos astronautas em conflito com suas limitações e todos os riscos tão reais de aventurar-se no cosmos, mesmo para as coisas que pareceriam mais rotineiras. É nesses pontos que a trama brilha de maneira única.

Falar da arte nem parece necessário quando se tem um estilo tão sólido e bonito de traçado como é o de Yukimura. Os personagens são todos muito bem distintos, com traços visuais próprios e que falam muito sobre suas personalidades. Os desenhos de equipamentos espaciais são muito precisos, o que deixa clara a utlização de referências diversificadas e de aparatos reais da atualidade. Sendo uma ficção-científica hard este aspecto é um dos que mais dá credibilidade e dá ao leitor o convencimento necessário nas situações ali apresentadas de maneira.


Pessoalmente. . .

Planetes é um dos títulos que valem mais à pena seres adquiridos. O material está bem tratado graficamente, com um acabamento robusto, que se valoriza ainda mais pelas artes de capa e estilo gráfico adotado. Dentro, as páginas coloridas são de ótima qualidade, valorizando a maneira pessoal do autor utilizar as cores.

Se já não bastasse essas qualidade provenientes da edição nacional, existe a qualidade incrível da concepção e trama de Planetes. Personagens de personalidades distintas e tangíveis, com características que se mostram com facilidade. Desde o protagonista, até Nono, mesmo aparecendo em um único capítulo.


Concluindo

Planetes vale muito a pena como compra, pela qualidade, preço e excelência do enredo, e também como leitura (se você já está com o orçamento de quadrinhos comprometido, mas tem um amigo que está colecionando a série). Por ser curta, e levando em conta os rumos já mostrados no final deste primeiro volume, é bastante seguro dizer que Planetes será uma leitura marcante do início ao fim.

Por hoje era isso.
Matta ne.


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