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Comentários sobre a Henshin Mangá #1

Olá a todos!

Começando o ano de 2015 com o retorno dos comentários de mangá aqui no Mundo Mazaki. Para começar temos a primeira edição da antologia Henshin Mangá, da editora JBC pelo novo selo Ink Comics. Essa edição trás a compilação dos vencedores do primeiro Brazil Mangá Awards, concurso nacional realizado entre 2013 e 2014. Autores novatos em one-shots autorais. Vamos dar uma passada em cada uma das obras, comentando seus principais acertos e erros. Será que os quadrinhos produzidos no Brasil estão evoluindo? Vamos tentar descobrir essa resposta nas páginas dessa publicação.




Quack - por Kaji Pato

Baltazar, o humano, e Colombo, o pato, (Adventure Time?) acabam se perdendo em meio a um local desconhecido para o restante do mundo. Um local onde as plantas e animais são diferentes do que conhecemos e onde os dois companheiros de aventura passarão por vários desafios.

Arte: No quesito visual "Quack!" tem um estilo de traço que chega a ser rústico, mas de muita qualidade. A qualidade oscila entre bom e regular em alguns quadros. Os cenários são muito bem trabalhados dentro do estilo proposto pelo autor e a arte-final também segue essa linha mais bruta de arte.

Pessoalmente me agradou bastante. A arte que o autor apresentou nessa obra tem personalidade e remeteu, a mim, a Dragon Ball em seu início e Dr. Slump. Uma pegada mais comédia, levemente poluída, mas condizente com o enredo que se tentou apresentar.

Roteiro: Infelizmente na parte de história o autor não teve o mesmo mérito da arte. A trama inicial é focada na busca de Baltazar e Colombo pelo combustível para seu avião, mas depois passa a ser apenas o recorte de parte de sua aventura interminável. 

Logo o objetivo inicial se perde em meio a repetição da mesma piada ao longo de todas as páginas do enredo: "Colombo tira sarro de Baltazar em cenário exótico". No começo é legal, afinal é assim que entendemos quem são os personagens, porém esse mesmo esquema é repetido a exaustão, sem nada acrescentar ao que deveria ser fundamental - o enredo. 

Cenário, apesar de bem desenhado, me causou confusão: Uma floresta, um deserto, uma pradaria, uma floresta. . . Em certo momento Baltazar fala em "ilha", mas em nenhum momento antes o local havia sido referido como uma ilha, no máximo como "Um local próximo ao velho continente". Talvez seja uma confusão minha, mas de fato achei estranho.

A intenção do autor pareceu a de construir um plot para uma série longa. Isso seria ótimo se não fosse o fato de que "Quack!" deveria ser uma one-shot fechada para o concurso. É possível sim criar algo fechado, mas que deixe brecha para continuações ou mesmo uma versão como série, porém este objetivo não foi alcançado nesse one-shot.


Avaliação Geral: "Quack!" é bom nas artes, mas bastante fraco no equilíbrio do roteiro. O autor mostrou bastante potencial na obra. Não sei se a intenção do autor, Kaji PATO, é a de seguir com essa história em formato de série e tenta emplacá-la futuramente. Eu, como leitora e pretensa escritora-roteirista, não recomendaria isto. Como leitora, fico curiosa para ver se as tramas de Baltazar e Colombo poderiam render algo interessante.

Pessoalmente tenho minhas ressalvas ao autor, em especial por motivos extra-quadrinhos que é melhor não citar aqui. Mas ficam meus votos e torcida para que, com mais experiência e maturidade pessoal e artística, Kaji Pato ainda venha a trazer ótimas histórias para os leitores brasileiros.


Crishno: O Escolhido - por Francis Ortolan e Lielson Zeni

Crishno é o Escolhido. Ele irá salvar a humanidade da ameaça dos terríveis monstros-árvore que estão devastando tudo. Será que ele terá sucesso nessa sua batalha?

Arte: Confesso que a arte de Crishno não me agradou em gosto, porém é uma arte bastante equilibrada em sua proposta. Durante a leitura acaba-se percebendo que o estilo visual empregado foi pensado para ser dessa maneira. A narrativa visual é mediana, mas consegue passar bem os acontecimentos.

Há quem torça o nariz para o visual desta e de outras histórias da coletânea por "não serem mangá". Penso diferente. Nossa cultura foi formada e influenciada por muitas outras. Creio que seja natural que em termos de desenho e quadrinhos esse mesmo fenômeno aconteça. Pessoalmente prefiro estilos mistos como de Crishno a traço perfeitamente nipônicos que fiquem se personalidade própria. Arte é isso, é desconstrução e reconstrução de conceitos e valores por cada um. Evidenciar as múltiplas influências nos traços dos quadrinhos é um reflexo super positivo dessas fusões de culturas.

Roteiro: Aqui, mais uma vez, é onde as coisas não ficam tão boas. Apesar de ter uma estrutura fechada, Crishno acaba parecendo muito vazio em sentido durante todas as páginas. Quem é esse Crishno? O que são aquelas criaturas que o perseguem? São monstros? Alienígenas? Por que eles estão atacando o protagonista e depois a vila onde ele se encontra? Pelo visto as pessoas já sabiam bem da existência daquelas criaturas. Porém, se essa fosse uma ameaça real a Humanidade, as coisas não estariam numa escala bem maior? Autoridades estariam caçando essas criaturas. . . Ou não? Ou será que já foram todos destruídos e aqueles são os últimos sobreviventes?

Enfim. . . 

Uma sacada inteligente no final não salvou o enredo, na minha visão. Se tem uma coisa que aprendi estudante roteiro é que uma boa ideia não faz um bom enredo, mas sim uma série de boas ideias bem encadeadas.

Avaliação Geral: "Crishno: O Escolhido" (eu erro todas as vezes que tento escrever esse nome) é bastante regular e pouco interessante. Isso se deve principalmente pelo roteiro, apesar da arte compartilhar desse resultado. O mérito é conseguir fazer algo que seja conclusivo, mesmo que deixando inúmeras dúvidas no ar. Aos autores desejo melhor sorte em desenvolver os argumentos de futuros projetos. Vocês foram bem, mas podem, e precisam, crescer bastante artisticamente para conseguir emplacar algo que seja marcante para o leitor.


[Re]Fábula - por Nameru Hitsuji

[Re]Fábula brinca com o mito da criação dos horóscopo chinês, criando uma sequência para esta história milenar. Em uma segunda corrida dos bichos, Deus e o Imperador querem unificar os horóscopos do mundo inteiro. Rato e Gato, que se tornaram inimigos mortais após o desfecho da primeira corrida, agora tem a chance de acertar as contas.

Arte: o traço de [Re]Fábula é ótimo. Bruto e um tanto poluído, mas que tem consistência e cria uma atmosfera até agressiva para um enredo que a princípio se imaginaria sendo bem mais fantasioso e leve. As cenas de luta acabam sendo um tanto confusas, mas não ruins. As caracterizações como humanos dos animais estão boas, destacando o Rato como a antropomorfização mais bem feita da obra. A distribuição dos quadros às vezes se atrapalha, mas ousa bastante, tendo seu mérito com isto.

O que mais posso dizer? Eu, como leitora, gostei bastante do visual e estilo do autor. É consistente, sem fraquejar. Infelizmente a página dupla não é boa. As artes super-poluídas passam um pouco do ponto e o título acabou engolido pela cola da revista, por ficar exatamente no meio das páginas.

Roteiro: Uma trama com início, meio e fim bem estruturados. Uma introdução um pouco cansativa, mas que consegue explicar o cenário no qual vamos nos deparar no restante do enredo. A ideia é simples e se desenvolve sem rodeios, chegando à conclusão com um mínimo de precipitação. Ou seja, o autor demonstrou um grande controle sobre a história que queria contar e isso é elogiável.

Apesar de tantos pontos positivos, [Re]Fábula também cometeu alguns erros em termos de roteiro. Golpes estranhos e dinâmicas que poderiam ser melhor trabalhadas no embate entre Gato e Rato. Algumas colocações desnecessárias que só geraram pontos sem explicação. A página final, com o novo horóscopo não foi a melhor escolha do autor. Ele poderia ter colocado os signos sem os textos que teria sido bem mais limpo e interessante. Falhas menores que não chegam a comprometer o trabalho como um todo.


Avaliação Geral: "[Re]Fábula" tem uma arte muito boa e uma história que soube se contar, apesar de alguns detalhes. Dou meus parabéns ao autor, Nameru Hitsuji, e desejo-lhe muita força e sucesso no seguimento da sua carreira que só está no comecinho. Com determinação tenho certeza de que ainda irá impressionar com seus trabalhos.


Entre monstros e deuses - por Pedro Leonelli e Dharilya

Louvre é um pintor e restaurador que vai a um templo semi-destruído para trabalhar no seu reparo, porém as coisas saem da normalidade quando ele encontra a entrada para um porão que não deveria existir naquele lugar. . .

Arte: os traços de "Entre monstros e deuses" é muito peculiar e rebuscada. Com muita consistência e personalidade, a obra é muito boa de apreciar visualmente, devido à riqueza de elementos presentes nos quadros compostos de molduras que se surgem em várias páginas. Também existe no enredo a brincadeira da mudança de estilo no mundo real e sobrenatural que pode confundir um leitor desatento, mas que é bastante enriquecedora para quem aprecia com detalhe. Creio que esta seja o maior problema do lado visual da obra. Algumas passagens são quadrinizadas de modo confuso, especialmente no começo. Creio que grande parte do público vá, infelizmente, não ter a paciência de ler a obra graças ao tom carregado da sua arte.

Roteiro: a história é bem mais séria do que todas as outras apresentadas na coletânea, falando de guerra e da mudança dos cultos aos deuses através da imposição. Em meio a este cenário temos o protagonista, um artista, que se vê emboscado pelo desafio de uma deusa agora transformada em demônio pela nova religião, e precisa fazer uma pintura que agrade a antiga divindade para não ser amaldiçoado. Porém as coisas não saem como esperado e o desfecho é poético e trágico ao mesmo tempo.

Nos comentários dos jurados é possível perceber que a versão da obra que foi publicada não foi a mesma submetida na seleção inicial do Brazil Mangá Awards. Pelos comentários do jurado que mais pode demonstrar suas críticas nesse volume, Arnaldo Oka, imagina-se que o roteiro era muito mais falho, sendo bastante aprimorado nesta versão que chegou ao público.

Avaliação Geral: Confesso que não tinha conseguido voltar minha atenção para "Entre monstros e deuses" até ter que lê-lo para fazer estes comentários e penso que isso foi graças à arte muito escura e pouco icônica dessa obra. Porém, ao ler essa obra tive a feliz surpresa da qualidade apresentada. O enredo se fecha em si de maneira perfeita e a história trabalha com elementos pesados como guerras, assassinatos e religiões sem medo. Creio que a arte deveria ser mais clara e limpa nos tons da "colorização em cinza" da obra, mas fora isso, foi uma execução muito bem feita (mesmo na segunda tentativa). Meus parabéns aos autores!


Starmind - por Toppera - TRP e Ryot

Artie era incapaz de tirar boas notas na escola (também pudera, que matéria é aquela que ele está estudando?!) e isso o deixa muito frustrado. Seu sonho é ser super-inteligente. Esse desejo se torna realidade quando uma estrela cadente vem o seu encontro, tornando-o Starmind. . .


Arte: o estilo básico da história é muito bem construído. O problema são as mudanças intencionais de traço que, na minha opinião, são exageradas e mal colocadas. A função delas é ser


Roteiro: A história é meio sem pé nem cabeça. Começa muito interessante, com a dificuldade de Artie com as matérias absurdas que tentam ensinar na escola (será uma escola de super-gênios e o garoto é o único ser normal no meio da genialidade? Não é o que parece, mas seria a única explicação. . .), mas depois extrapola para o nonsense quando Starmind começa a bater em todos para torná-los inteligentes. É engraçado e rápido, mas bastante bobo também. O vilão é aparentemente um morador de rua imundo que não quer aprender qualquer coisa na vida. Ele é um porcalhão que tem uma camada protetora construída com a sujeira que se acumula no seu corpo. A conclusão é simplória, mas pelo menos tenta fechar a trama.

Avaliação Geral: Creio que "Starmind" ficou com o primeiro lugar do BMA por ser simples, engraçado e rápido. É esse o tipo de leitura que os editores acreditam ser mais fácil de vender e por isso é o melhor. Uma trama episódica que poderia ser só um capítulo de uma série sem qualquer ordem cronológica dali em diante que não faria diferença alguma. Simples e o que mais agradou os jurados. Fico curiosa em saber o que os autores ainda podem produzir no futuro.


Sobre a Henshin Mangá #1 e o BMA 2013/2014





Creio que foi bastante difícil para a equipe por detrás do Brazil Mangá Awards fazer a seleção e trabalhar as obras para a publicação definitiva. Creio também que os jurados tiveram que omitir muita coisa do que realmente poderiam dizer a respeito das obras, por se tratar de um concurso para amadores. Depois de todos os percalços dessa primeira edição do concurso, é possível que seja muito mais fácil coordenas novas edições do mesmo.

O projeto do Brazil Mangá Awards e da Henshin Mangá são excelentes. Estamos vivendo um momento propício para o desenvolvimento firme dos quadrinhos brasileiros e projetos como este são fundamentais para incentivas os novos autores a colocar a mão na massa e produzir seus primeiros trabalhos.

Infelizmente ainda estejamos tropeçando no mesmo ponto que tropeçávamos a mais de dez anos. Lembro da revista "Desenhe e publique mangá" número dois (creio que a última, ou penúltima) que por algum milagre chegou as bancas em Manaus. No editorial daquela publicação a então roteirista de boa parte das histórias, Eddie Van Feu, comentou exatamente aquilo que hoje, tantos anos depois, ainda vemos na edição número um da Henshin Mangá: temos muitos desenhistas de qualidade, porém roteristas. . .

Tenho a convicção de que um bom quadrinho depende muito mais do roteiro do que da arte. Claro, é ótimo poder pegar um título com um traço belíssimo, que nos faz passar horas admirando cada quadro, personagem e cenário. Porém os autores precisam dar mais atenção ao que realmente preenche as páginas de um quadrinho: a história. Todos estão ainda muito focados nos estágios mais externos da arte sequencial (fazendo aqui uma alusão ao esquema proposto por Scott McCloud em seu "Desenvendo os Quadrinhos"). 

É preciso ir mais à fundo. Contar histórias melhores. Não necessariamente histórias mais complexas e rebuscadas, isso é ladainha pra crítico ver. Falo aqui de histórias que podem ser simples, mas ao mesmo tempo cativantes, divertidas (Não é à toa o dito "vencedor" do concurso ser Starmind). Seja uma comédia, um drama ou uma história de pancadaria. Não importa se for ambientado no Brasil, ou Japão, ou na Lua, Marte, Netuno. . . (Make Up!). O importante é ser bem feito.

Queria concluir desejando mais uma vez sorte e força aos autores premiados, aos menção honrosa e também aos não selecionados. Todos são vencedores por produzirem conteúdo cultural e todos podem conseguir muito mais com esforço, estudo e perseverança. Que o BMA e a Henshin Mangá continuem e incentivem cada vez mais pessoas a colocar seus sonhos nas páginas de seus quadrinhos.

Comentários

  1. É apenas natural que não tenhamos bons roteiristas. Eu não sei desenhar, mas gosto de escrever, vivo pensando em histórias, mas quando leio contos antigos que eu li fico morrendo de vergonha. Porque, como você disse, uma boa ideia não é o suficiente para criar um bom roteiro. Desenhistas e ilustradores para o bem ou para mal treinam bastante sua arte, e há toneladas de escolas e cursos de desenho. Eu já procurei cursos de roteiro, e zero foi o total deles que encontrei. Nas escolas onde há cursos de roteiro, eles estão invariavelmente atrelados a cursos de desenho. Roteiro é tratado como algo secundário, supérfluo, que vem depois. O resultado é esse aí.

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  2. Achei o Quack bem parecido com o estilo de One PIece, como se o autor quisesse emular o traço para ganhar certa "notoriedade".
    A história é mediana e prevísivel.

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  3. Oi!

    Por favor, você poderia trocar o nome do meu blog (que está na sua lista de parceiros) de "Estação Harajuku" para PAPRIKA? Eu já havia pedido em post anterior, mas acho que você não leu...

    Grata.

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