Pular para o conteúdo principal

[Summer 2011] Mawaru Penguindrum - O início

Olha só eu aqui para fazer algo que eu acreditava que talvez jamais teria vontade de fazer novamente, um comentário de anime em exibição! Pois é, eu realmente estava decidida a deixar os dedicados profissionais da web (?) fazerem isto, mas eis que surgiu uma animação que eu desconhecia a existência que balançou minhas convicções.

Sim, estou falando do título da postagem, o bizarro e até agora imprevisível Mawaru Penguindrum

Você disse. . . pinguins?

Mesmo com apenas um episódio é fácil explicar a trama da série. Trata-se da vida de três irmãos, sendo Showa e Kanba os dois rapazes mais velhos da feliz e a jovem e (como é revelado em poucos minutos) condenada à morte por uma doença incurável, Himari. Somos apresentados ao cotidiano nem tão fácil dos jovens que tentam de tudo para fazer com que cada dia que resta de vida de sua irmã mais nova seja o máximo feliz possível, já que os médicos decretaram que não haveria cura para a moça.

Bom, não vou entrar em detalhes e ficar narrando para vocês todo o episódio (assim não vão querer ir assistir não é?), só antecipo que de algum modo bizarro pinguins são uma parte muito importante da trama. Tanto quanto as transições estranhas e bizarras de cena, como o 3d que ajuda a dar esse toque de sofisticação com algo bem... incomum.

Realmente fiquei interessada na série, além de porquê ela está se mostrando uma inocente bizarrice louca, pelo fato de que para mim é uma grande alegria ver em tempo de exibição um trabalho de Kunihiko Ikuhara. Para quem não conhece (muitos de vocês, acredito) ele foi o diretor de uma das obras que mais me marcaram EXATAMENTE pena bizarrice visual e de narrativa - Shoujo Kakumei Utena. Um anime que lá nos anos 90 também trouxe uma série de reflexões e significados obscuros em meio a um visual que chegava a perturbar a concentração dos despreparados, devido a seus ângulos de câmera inesperados e que deixavam a sensação de "nossa, o que está querendo dizer com isto" no ar.

Oh referências, venham salvar nossa temporada tediosa de verão!
A MESMA sensação que ainda está atualmente em Mawaru Penguindrum, para ser sincera. E foi muito mais essa sensação, associada ao design e referências internas do diretor que me prendeu a atenção durante a estranha narrativa com pinguins sobrenaturais e seus milagres.

Alias, tio Ikuhara, tinha que colocar suas referências incansáveis ao incesto logo no primeiro episódio?! Eu sei que é algo leve, mas assim você nunca será conhecido pela massa fã de shounen tradicional XD (ok, dane-se a massa!).

Enfim, gostaria aqui deixar a nota de que irei continuar investigando essa série e recomendo, aos menos ortodoxos e cheios de conceitos indestrutíveis, que também o façam. Não posso garantir que vamos ter algo realmente bom disto, mas o que seria de nosso intelecto que se não nos arriscassemos às vezes em algo diferente? ;D

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!
Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).
Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.
Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a pilo…