Pular para o conteúdo principal

[OP-ED Review] Hourou Musuko

Olá pessoal! Estou de volta afinal com o OP-ED Review! Confesso a vocês que fiquei meio apreensiva com esse novo formato de postagens, porém além de eu ser muito fã de anime songs e não resistir em comentar sobre estas, talvez tenha mais gente por aí que goste desses pequenos detalhes.

Hoje vamos com um anime que além de tratar de forma competente um tema muito delicado e que muitos ocidentais "cabeça aberta" não teriam coragem de retratar tem uma trilha muito mais viva e marcante do que seu antecessor.

Estou falando de Hourou Musuko.

"Do que garotas são feitas? Do que garotos são feitos?"


Este anime que trata do delicado tema de travestimento (um garoto se vestindo de menina e uma garota que deseja poder se vestir como um rapaz) sem cair (até o momento) em nenhuma armadilha da vulgaridade. É baseado em um mangá de Takako Shimura, autora também do suave Aoi Hana, que teve versão animada em 2009. 

Muito da parte visual de Aoi Hana, cenários difusos, cores suaves e traços delicados, encontra-se também em Hourou Musuko. O ritmo de desenvolvimento nada apressado também transparece muito para quem acompanhou a obra anterior. Mas antes de comentar o que achei deste anime, que estou de fato acompanhando, vamos falar da parte que interessa: as Músicas!

Opening - Itsudatte by Daisuke

É justo neste ponto que Hourou Musuko destaca-se totalmente de Aoi Hana, contribuindo para a crescente sensação de que esta série vai emplacar muito mais do que seu antecessor, ainda que não seja para o grande público. As canção são muito mais vivas e marcantes do que o visto anteriormente, dando uma personalidade a esta trama. Talvez eu esteja comparando demais esta série com a anterior da autora, mas isso é inevitável, levando em conta todo o estilo visual. É um alívio enorme que neste quesito, a música, Hourou Musuko se destaque bem mais.


Avaliação pessoal: 8,2

A montagem desse vídeo não é complexa, porém bastante simpática e muito coerente com o restante da série (bem diferente da avaliação anterior, sobre Yumekui Merry). Além disso a música é viva e ajuda a tirar o clima que "sem vida" que paira sobre as obras desta autora. 

Ending - For You by Rie Fu

Preciso dizer alguma coisa sobre uma música de Rie Fu? Para quem não a conhece cabe dizer que esta excelente cantora tem diversas músicas em animes, desde grandes mainstreams como Bleach até Darker Than Black e marca pelas canções mais tranquilas e melódicas. 

Aqui não é diferente, 'For You' se encaixa perfeitamente na OST (aliás, igualmente suave e delicada, muito baseada no piano) desta série. O vídeo é simples, mas igualmente coerente com a proposta da série.


Avaliação pessoal: 8.0

Alguma coisa a dizer sobre a série em si?

A maior conclusão que tive ao assistir o primeiro episódio de Hourou Musuko foi - os japoneses, um povo historicamente tão conservador, conseguem retratar temas tão delicados muito melhor do que nós ocidentais, que nos fingimos de "modernos". Houkou Musuko é um banho de delicadeza e cuidado ao retratar um tema como os complexos que algumas pessoas enfrentam ainda muito jovens, sobre si mesmos e sobre quem são.

Só é torcer para a produção continuar mostrando seu melhor para este anime ser um dos mais bem sucedidos como história nesta temporada (e enfatizo que estou falando "sucesso como história", que não significa "sucesso de mercado"). Recomendado =)

Comentários

  1. espero ansiosamente pelos episodios de hourou. adoro a delicadeza do traço da autora assim como as cores utilizadas para demonstrar a fragilidade e doçura dos personagens mesmo diante de uma questão tão delicada e até mesmo cruel pois ambos ja demonstraram a dor que os circunda pelo genero que sentem mas que são forçados a marginalizar. o ultimo slice of life que me capturou foi honey & clover. espero que a serie se mantenha em alta qualidade, foi uma otima opção para esta primeira temporada de 2011 :)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!
Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).
Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.
Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a pilo…