quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tomare! - Super Driver

Faz tempo que não posto nada de anime songs ein, mesmo sendo o assunto que mais gosto! Então, juntando a falta de tempo com o tema. Duas músicas sensacionais em versão piano. Tomare! e Super Driver, tema de ED e OP, respectivamente, de Suzumiya Haruhi no Yuutsu 2009.



domingo, 7 de novembro de 2010

Angel Beats (2010) - Review


Existem histórias (incluindo animes) com argumento de grande potencial que acabam não aproveitando essa qualidade em troca de tentar criar uma empatia maior em torno de seus personagens (nem sempre conseguindo, é claro). Porém este não é o caso de Angel Beats!


O anime produzido pela P.A. Works e Aniplex tem sim suas falhas de roteiro (ou talvez tenha o mínimo possível delas levando em consideração a curta duração da série animada), porém é impossível dizer que Angel Beats! não desenvolve seu argumento original, porque desenvolve sim e de uma maneira surpreendente e interessante.

Pode-se dizer, desde o primeiro dos treze episódios da série, que trata-se essencialmente de uma trama de pessoas tentando viver em um mundo que não entendem por completo, um tema bem profundo, se levar em conta o detalhe fundamental de que esse é um mundo pós-vida. Os constantes questionamentos sobre Deus e sua existência também acrescentam muito a trama, pois fica sempre evidente que cada um está ali seguindo somente seus valores e conceitos.

Um plot profundo e até confuso de compreender, provavelmente esse é o maior trunfo e também problema em Angel Beats!, motivo a sensação de "patinar" que o espectador tem durante o primeiro episódio. Nem drama, nem muito mistério (ao menos mistério que consiga envolver), nem uma comédia que fuja do batido. Um preço a se pagar para manter a trama coerente em si, explicando-se conforme o possível e necessário, confrontando aqueles que não fugiram com essas barreiras iniciais com valores cada vez mais profundos e viradas de roteiro dignas de aplausos.

A maior falha em Angel Beats é (na minha opinião pessoal [redundante, mas graças a eventos relacionados a haters que tive a pouco tempo, melhor frisar]) a falta de empatia que causa no espectador.


De modo algum estou dizendo que os personagens são vazios ou pouco humanos, muito pelo contrário. Porém tanta humanidade e complexidade não consegue alcançar os sentimentos de quem acompanha todos os aspectos daqueles jovens que morreram sem poder viver plenamente. Como o DidCart, do MBB Anime Kenkyuukai, disse quando falamos da série - fica aquela sensação de distância. Os momentos que eu assistindo a série, me senti tocada foram nas revelações das histórias de vida do protagonista Otonashi e da compositora e cantora Iwasawa. Mesmo depois de muito refletir, não consigo ver o motivo desse distanciamento (se alguém tem sugestões, que acrescente =) ).

Fora isso existiram também alguns "deslises" nos últimos dois episódios (que não me cabe contar!) que tiraram um pouquinho do brilho do fechamento deste roteiro competente.

Aliás, dentro do atual patamar de roteiros que nunca acabam (uma mania que, em filmes, já me tirou a paciência!) onde se escreve já pensando nas vendas da terceira continuação, é preciso mais do que nunca destacar a competência com a qual o roteiro de Angel Beats!, mesmo com toda a sua sensação de estranheza, consegue fechar-se em si mesmo. Mesmo que episódios extras, ou outras séries pudessem vir para acrescentar, a sensação de "final do ciclo" no encerramento é muito forte e sólida. Muitos pontos positivos por isto.

E aplausos para um protagonista humano e convincente como Otonashi foi.

E alguns minutos em silêncio para as duas outras personagens de destaque, Yuri e Kanade, não terem sido exploradas como poderiam ter sido, principalmente a segunda, o Anjo que tem um papel fundamental desde o início e acaba como uma interrogação agregada de valores no último minuto que chegam a soar empurrados.


Conclusão

Se me perguntar se indico Angel Beats! eu direi sem hesitar que sim! Provavelmente a série não vai marcar, mas ainda é uma execução muito boa e surpreendente em vários aspectos. Falando de modo bem pessoal, consegue entrar no difícil patamar de BOM pra mim (difícil mesmo, afinal sou extremamente ranzinza, como alguns já podem ter notado nas minhas avaliações =3)

Tire uma noite e assista toda a série de uma vez, será com certeza uma experiência interessante.

E pra fechar, admito que estou agora curiosa pelo OAD que vai sair em 2011 e procurando um meio de ler a light novel. Além disso, que músicas legais ein!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Explanação técnica (e tediosa para mim) de uma opinião sobre a série Oreimo

Ore no Imouto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai (vulgo Oreimo) é um anime que está em exibição desde Outubro de 2010 e que conta a história de Kyosuke Kosaka, um jovem comum que vive uma vida padrão para sua idade, seu único ponto de maior stress é o fato de viver a sombra de uma irmã tida como "perfeita" - modelo, boa nos esportes e bonita. Porém toda a sua relação distante com a garota se transforma quando ele por acaso descobre a "vida secreta" da garota.

Fato é que Kirino é uma otaku de animes e games com relações incestuosas de irmãos mais velhos com irmãs mais novas. ((( Este foco de Kirino na verdade é o primeiro ponto de entrada para observar as diferenças entre otakus japoneses e nós, otakus ocidentais, que visamos conhecer e apreciar a mais diversificada gama de obras, sendo ligeiramente mais focado em um estilo))). Ao saber disso o jovem acaba, por medo da reação de seus pais e também pelo fato de ele não se importar muito com o estranho hobbie da irmã, por ajudá-la a esconder e lidar melhor com esse seu lado.

Com o passar dos primeiro episódios da trama vai se mostrando toda a introdução da personagem Kirino no universo otaku de modo ativo, sempre com seu irmão ao lado. O potencial desde roteiro é simplesmente muito grande, até porque, como a classe otaku sofre de uma "síndrome de perseguição em massa", qualquer trama que venha a abordar todos os sofrimentos e percauços de seguir este estilo de cultura.

Então, o que está dando errado?

Provavelmente o ponto fundamental, na minha visão, são os personagens. Personagens para mim são a chave para a qualidade de uma trama. E Oreimo começa com um protagonista que serve na trama para..... para...... para quê mesmo?

Fato é que, observando minimamente, podemos notar que Kyosuke (nem lembro o nome dele, hehehe) está ali somente como um observador e um "anjo da guarda que não faz nada além de olhar e olhar". Ok, ele impede Kirino de involuntariamente revelar revistas bem comprometedoras para suas amigas de escola. Mas, onde está a carga psicológica desse personagem? O que ele pensa disso tudo? Ele está somente ali, olhando e levando tudo, defendendo com todas as forças uma irmazinha fofa deixando aquelas constantes e sufocantes brechas para nós pensarmos "ainda pode dar muito errado isso"?

Sabe o que dá a entender? Que Oreimo é mais um desse jogos de irmãos que a Kirino tanto joga, onde nós, espectadores somos Kyosuke observando toda a aventura de sua linda e fofa irmã.

Ok, talvez eu seja dura com essa analise, mas vamos lá, é meu critério ok? Ter que explicar que cada um tem seus critérios de avaliação me deixa com a sensação de "desenhar uma casinha azul".

Outro ponto critíco também é exatamente todo o potencial de Oreimo. Quanto mais uma trama promete, mais, qualquer deslize e queda no desenvolvimento, geram em repercussão negativa. É um velho ditado de, quanto maior a subida.... Eu realmente esperava bastante do episódio com a Comiket, mas só tivemos situações clichês e.... um final que bagunçou ainda mais tudo.

Ainda não assisti o quinto episódio, é verdade, mas, eu até agora já estava achando que Oreimo estava "juntando" coisa demais ao mesmo tempo, não dando a devida atenção ou detalhamento em alguns aspectos que, no meu critério, são importante.

Realmente compreendo que existe um preconceito enorme contra otakus no Japão, de um modo que nós aqui nem sonhamos. Porém isso não é desculpa para fazer qualquer série que fale de otakus boa. A "casta" dos maníacos por animações japonesas aqui no ocidente, falando mais especificamente do Brasil, tem uma grande tendência em se colocar como "agredida" por qualquer opinião a seu respeito, assumindo uma verdadeira posição de 'coitados', o que gera, ao meu ver, essa adoração por obras que falem, nem que seja de modo leve, desse tema de preconceito.

Eu, como otaku, digo que não somos vítimas coisa nenhuma aqui no ocidente e não devemos usar nosso gosto cultural como desculpa para agredir e não respeitar opiniões adversas. É por comportamentos como estes que cada vez mais otakus com maior credibilidade recusam-se a usar este termo. Estamos implantando aqui no ocidente um preconceito que não existia antes. Antes era somente o "Ah, você ainda vê desenho?".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Oreimo - Mais uma série afundando em 2010?

Postagem pequena, mais uma vez, na verdade apenas a preparação para uma postagem que deve chegar ainda este mês aqui no blog. Sejam bem vindos a série 'Quase todos os animes de 2010 foram muito ruins'. Esses textos são pessoais ok?



Bom, a bola do dia é OreImo (Ore no Imōto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai) um anime que mescla uma relação talvez sim, talvez não duvidosa entre dois irmãos junto com todos os desafios e conflitos de uma jovem e fofa garota por ser na verdade uma otaku.

Dentre os "numerosos" animes "excelentes" da temporada (desculpem o tom de sarcasmo, mas esperei todas as temporadas deste ano e só tive desgostos, tirando K-On!, Durarara!!! e..... enfim, em frente!), Oreimo destacou-se rapidamente por sua animação fluída, belas cores e um tema que, apesar de beirar o indigesto, tinha um potencial enorme para demonstrar mais do lado difícil e real dos otakus japoneses -  a rejeição da família, a rejeição do seu grupo social e amigos.

Tinha tudo para ser muito bom.

Mas, como eu já cansei de repetir este ano em conversas - De bons plots iniciais, o inferno está cheio.( E devo confessar que fui muito mais com a cara, e ainda vou, de Sora no Woto do que deste Oreimo).

A série decaiu, o que é algo bem problemático para uma trama que nem chegou a engrenar. É claro que esta é uma opinião no decorrer da exibição da trama. Tudo ainda pode mudar, e vamos torcer pra isso, mas, eu confesso que duvido muito.

O mesmo sentimento que me leva a ainda assistir Oreimo é o mesmo que tem me feito acompanhar um fanfiction de K-On! que é mais absurdo do que anime que acha que moe sustenta tudo - a esperança de ver as coisas melhorarem.

Enfim, essa foi somente a minha pequena participação comentando este caso. Podem esperar outras postagens de uma grande fã de animações japonesas que só viu em 2010 dois animes novos por inteiro. Estou sendo seletiva demais ou realmente o nível está crítico?

Matta ne!

 
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