segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Portal Otaku: sonho ou próximo passo?

Não há como negar que são muitos os otakus espalhados pelo Brasil. Com esse grande número de amantes dos animes, mangás e da cultura japonesa é natural que sites, blogs e fóruns que discutem ou geram conteúdo de interesse desse público se multiplique a cada dia. Fansubers sempre surgem para traduzir e disponibilizar novos e antigos animes, sites com j-music e anime musics, sem falar que em torno deles também existem os sites de grupos de rpg (é grande o número de otakus que também gostam de rpg afinal) ou mesmo games.

São tantos os blogs, sites, fóruns e afins que isso acabou, apesar de ser muito bom, por gerar um lado negativo muito evidente hoje em dia. Para se dar conta desse problema precisamos apenas nos fazer a seguinte pergunta: quem conheçe todos os blogs com conteúdo interessante sobre certo anime? E sobre todos os animes?

Para entender a dimensão desse questionamento, temos que pensar um pouco. Afinal, já existe tanto conteúdo, tantos sites realmente bons que ficou impossível conhecer todos com uma simples pesquisa no google. O resultado disso: muito conteúdo bom fica sendo desconhecido de boa parte do público. Iniciativas interessantes ficam sendo de conhecimento apenas da pequena parcela que seus divulgadores conseguem alcançar. No fim das contas não temos a mínima noção do tamanho da própria cultura otaku dentro do país. Sabemos que é enorme e diversificada, mas não temos como conhecer coisas novas tão facilmente assim.

Isso é bom, é ruim? Depende da opinião, mas acredito que a maioria dos otakus, se perguntada, diria que sempre quer saber de novidades. Eu particularmente fico abismada quando acabo encontrado um novo blog com postagens interessantíssimas que não fazia idéia que existia.

Bom, agora que entendemos a questão, talvez a pergunta que venha a mente seja "tá, eu entendi, mas.... pra que falou tudo isso??". Eu explico.

Se o conteúdo otaku está disperso na web, porque não criar um site, um portal, que, ao invés de produzir mais conteúdo, organizasse e divulgasse o conteúdo existente? Já pensou entrar em um site, digitar o nome de um anime, e aparecer a lista de todos os sites, fansubs, blogs e etc em português que já falaram ou falam desse anime? Tudo fácil, acessível e simples. Seria ou não muito útil e bom?

Claro que existe uma contrapartida um pouco indigesta para a maioria: fazer um portal desses seria um trabalho, no mínimo, digno de Hércules, impossível de ser feito por uma pessoa só ou por uma equipe despreparada e desorganizada. Sem falar que, mesmo para uma boa equipe, montar esse portal seria uma grande trabalheira e dor de cabeça em alguns momentos. E muito provavelmente é por isso que até hoje um portal com essa proposta não exista afinal.

Agora, o porquê deste post é exatamente este: um pequeno grupo de pessoas está tentando iniciar a construção deste portal (entre essas pessoas quem vos fala através deste blog, é claro) e precisamos de toda a opinião, apoio e pessoas disponíveis para embarcar junto nessa jornada que vai ser trabalhosa, mas com resultados que podem vir a ser bem satisfatórios.

Existem pessoas interessadas nisso? É o que este grupo precisa saber. É possível que este projeto vire realidade? Isso vamos saber apenas se tentarmos, afinal existem três fatores principais que influenciam no sucesso ou não dessa idéia.

Primeiro, a equipe, como já foi dito, que terá um enorme peso e responsabilidade. Segundo, o entendimento dos diversos sites otaku como hinata-sou, anime blade, mangasoul e etc, de que este projeto visa beneficiar todos os sites que tem conteúdo otaku, com sua divulgação organizada, o que vai ser bom tanto para o número de acessos dos respectivos sites como para o público que vai ter um caminho mais simples de encontrar o que gosta. E terceiro: a colaboração do público quanto a indicar sites que conheçam ou mesmo divulgar o projeto para seus conhecidos.

Não estamos de forma algum dizendo que é algo fácil e rápido produzir um projeto dessa magnitude, tão amplo, organizado, funcional e constante, mas é preciso começar para se saber onde é possível chegar, e este post neste blog é um pontapé inicial para discussões e colaborações que podem tornar este site possível.

Para dar mais alguma noção do que pretendemos alcançar com o portal, vou dar mais uns exemplos de seu uso. Será possível, por exemplo, encontrar sites de grupos de rpg pelo país, indicando de quem estado ele é e, obviamente, com linkagem para a página onde este grupo coloca suas atualizações (seja um blog, ou um simples email ou twitter). Já para grandes sites de notícias, estamos pretendendo fazer uma lista na home do portal com as últimas atualizações nestes grandes sites, e *como sempre será* linkagem para a página das notícias. Com uma estrutura bem organizada, encontrar sites com novidades de j-music ou mesmo a data da realização de eventos pelo país não será difícil (isso, ressaltando que as páginas em si, entenderão e permitirão essa indexação, afinal, para que precisaria haver alguma forma de rivalidade e boicote se a intenção é beneficiar ambos os lados?).

Bom, acho que eram estes os pontos que gostaríamos de esclarecer inicialmente, estamos entrando em contato com o público que podemos alcançar para saber o nível de aprovação e de apoio que o projeto tem. Para conversar mais diretamente sobre o projeto pode-se deixar um comentário ou (visando conversas mais profundas sobre colaboração) seguir o meu twitter para a troca de emails para conversa direta. meu twitter: http://twitter.com/LKMazaki

Por hoje, é isso. Volto amanhã com mais idéias absurdas, ou reviews para deixar um leve tom de normalidade nas postagens desse blog. Discordem, concordem, xinguem, elogiem, falam o que achar relevante, mas comentem!

Matta ne!

domingo, 27 de setembro de 2009

Review: Maria+Holic

Perdão pela ausência de sábado, mas até os blogueiros precisam descansar um pouco no fim de semana! Não é fácil compartilhar tempo entre livros, fanfics, eventos e o blog, então dêem um desconto para esta blogueira ;D

Bom, hoje vou apresentar um review de um anime que não é desta temporada de verão, mas sim um do inicio do ano, Maria+Holic. O motivo é porque muitos ainda não conhecem essa comédia produzida pela SHAFT e Media Factory. Um anime que leva ao extremo qualquer sinonimo piada rápida.


Ah sim, é um susposto anime yuri, mas essa imagem acima é do único e maior momento yuri da série, que ocorre aos +- 7 minutos do primeiro capítulo (eu disse que tudo acontecia bem rápido). Kanako Miyamae, a protagonista de cabelos pretos na cena acima, é uma garota yuri que entra para a escola feminina Ame no Kisaki onde seus pais se conheceram com o sonho de também encontrar sua pessoa especial. A verdade é que Kanako tem alergia a homens (literalmente, ela cria graves brotoejas) e esconde uma personalidade completamente pervertida no sentido yuri da coisa.

Mariya Shidou, neta do diretor da escola, é essa que dá esse beijinho inocente em Kanako. Essa seria a garota dos sonhos de Kanako se não fosse um pequeno detalhe: ela é um homem! Sim, e é por descobrir isso que a jovem yuri ecchi se torna prisioneira humilhada por Mariya que precisa manter seu segredo a qualquer custo.

Sim, podemos resumir a trama de Maria+Holic em: era uma vez uma yuri pervertida e um travesti.


A série conta apenas com 12 capítulos que seguem os acontecimentos dos dois únicos mangás lançados até agora de Maria+Holic. Eu realmente não acho que lançar animes tão precocemente de um mangá tenha apenas vantagens, com Maria Holic o problema é que a trama não chega nem perto de uma conclusão. O último capítulo alias é ótimo pra nos deixar mortos de curiosidade e raiva pelo fim (bem ao estilo nosense, inesperado e rápido da série).

Para quem quer rir e muito, esse anime é perfeito, afinal ainda não vi em nenhum lugar uma personagem (talvez nem personagem masculino) que tivesse tantas crises e tão estupidamente exageradas de hanaji (termo para aquele sangramento de nariz que personagens pervertidos tem ao pensar bobagem). Alias Hanaji, música de abertura da série, cantada por Yuu Kobayashi (que é também seiyuu perfeita de Mariya) tem totalmente o clima da série. Rápida, engraçada e incomum.

Eu já repeti a palavra "rápida" várias vezes neste post, mas só assistindo pra se ter noção do porque bem colocado desse adjetivo. A sequência de pensamentos ilógicos e pervetidos de Kanako são realmente de rodar a cabeça dos menos atentos, com direito a a rever algumas cenas para realmente ver tudo o que ela disse. Fora isso a presença de Deus na trama e outros personagens também dá um toque especial.

Enfim, tudo o que não se vai encontrar é yuri verdadeiro nessa sério, afinal é mais fácil Kanako ter uma hemorragia das graves e ir parar numa UTI do que conseguir beijar alguem. O que tem de sobra em compensação é o sangue da pobre pervertida protagonista, fanservices do travestido Mariya e outros pequenos detalhes absurdos que formam o conjunto da obra.

É, não são apenas de momentos de reflexão ou de animes sérios que vive qualquer otaku. Relaxar e rir sem motivo é preciso muitas vezes (outros animes como Lucky Star e cia que o digam)!Quem procura diversão gratuita, com certeza pode contar com Maria+Holic, cujo o único defeito, realmente, é acabar.



Comentários por favor!
Matta ne!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Light Novel: o fenômeno que ainda não chegou ao Brasil

Na última década os otakus brasileiros assistiram a ascensão do mercado de mangás no país. Até hoje me lembro do anuncio no já morto Band Kids do lançamento dos primeiros mangás em português: Saint Seya, Dragon Ball e Sakura Card Captors. A revolução que esses lançamento geraram ao longo dos anos está mais presente do que nunca no nosso dia a dia. Cada vez mais editoras e mais títulos são traduzidos e lançados no mercado nacional. De clássicos como Ramma ½ a títulos mais atuais como Tenjou Tenge.

Claro que as falhas nesses lançamentos existe e é alvo de constantes reclamações do público. A insistência da JBC em usar o formato de meio-tankobon, erros semânticos ou linguagem muito descaracterizada nas traduções. Atrasos, atrasos e ainda mais atrasos. Não são poucos os motivos para os otakus reclamarem. Mas isso é normal e necessário, pois é através dessa pressão exercida pelos consumidores que a qualidade do mangás pode melhorar.

Pós e contras a explosão do mercado existe, mas não vamos tratar desses em detalhe agora. Pois o tema é outro tão urgente porém menos debatido pelo público: Se o mercado para lançamentos de mangás já está consolidado, porque as light novels ainda não chegaram no país?

Light novels são uma expressão de certa forma atual na literatura japonesa e que vem ganhando popularidade expressiva rapidamente. Com uma linguagem mais leve, temas e tramas ágeis, parágrafos curtos e muitos diálogos, a leitura fácil caiu no gosto no público. Não demorou para que adaptações em mangá e anime surgissem, dentre essas animes de grande expressão como Suzumiya Haruhi, Shakugan no Shana e Zero no Tsukaima. As light novels são publicadas normalmente em folhetins antes de ganharem versão encadernada. Com a expansão do mercado para elas, as light novels passaram a ser publicadas até na internet ou para celular.

Porém aqui no Brasil ainda não vemos nem sombra de lançamento de alguma dessas obras nesse formato. E não é sem motivo isso, são dois os principais motivos.

Primeiro: o público dos mangás (nós otakus ou leitores avulsos) não ainda demonstrou realmente um grande interesse pelas light novels. Não como na época do lançamento dos mangás onde era visível que os que assistiam animes na televisão também seriam consumidores dos impressos. A grande verdade é que mesmo entre o público que acompanha o mundo otaku pela web, a difusão da cultura das novels ainda não disseminou de vez.

Em segundo lugar: o Brasil é um país que lê MUITO POUCO. Pode até ser que você que lê esta postagem não leia pouco, seja até um devorador de livros, mas temos que ter sempre em mente que esse percentual de leitores ativos e constantes no país é mínimo. A grande massa está muito mais atenta a televisão do que a livros, e infelizmente isso também é verdade mesmo entre os otakus, mesmo que a diferença não seja tão grande assim. Quem não conhece aquele otaku que adora ver seu anime de porrada ou comédia, mas nem mangás compra (livros muito menos)? É triste a realidade, mas que incentivo uma editora que publica mangás tem para trazer livros, mesmo que sejam mais modernos e próximos desse público?

Muita coisa ainda tem que acontecer para que as light novels ganhem destaque e muito depende de atitudes e iniciativas de dentro do próprio mundo otaku, seja daqueles que estão do lado “influenciador” (equipes de sites de divulgação ou blogs otaku) ou de qualquer otaku que queria conhecer e espalhar informações sobre essa nova face do universo otaku que precisa chegar ao país.

Infelizmente eu não conheço outros que estejam tentando difundir as light novels além do grupo SOS-DAN Brasil, que traduz as light novels de Suzumiya Haruhi (LINK) e do abaixo-assinado que foi iniciado a cerca de um mês pela publicação das dessas mesma novels de Suzumiya Haruhi aqui no Brasil.

Realmente quem conhecer outro movimento apoiando as light novels me fale disso, pois a iniciativa do abaixo-assinado de Suzumiya Haruhi está bem organizada, só precisando ser divulgada para colher mais assinaturas. Se existem outros movimentos, a união é o melhor caminho a se seguir, acredito. Óbvio que sempre muitos dizem “Essas coisas NUNCA dão certo”, porém ficar de braços cruzados é algo que realmente (particularmente) é impossível.

Aqui o link da página do “Movimento pela publicação da novels de Suzumiya Haruhi no Brasil”

Pra terminar uma provocação a favor das light novels: Será que os otakus brasileiros realmente não tem capacidade de se mostrarem diferentes em sua relação com a literatura e transformar o cenário atual?


Talvez não, mas quem escreve neste blog, particularmente, não vai desistir tão fácil =)
(Não me matem por esse final, foi uma provocação, xingar eu deixo)
Comentem!
Matta ne!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Todo Otaku é um Nerd!

Sinto que pedras voariam em minha direção se está não fosse uma postagem em um blog, além disso eu já vou explicar o porquê dessa afirmação que para alguns parece descabida, para outros talvez coerente e para alguns ainda totalmente normal.

Para começar é muita ousadia (além de bobagem) querer taxar todos os otakus de nerds, afinal mesmo no universo otaku, que é alias enorme e bem populoso, existem diversos grupos com gostos, comportamentos e características diferentes, ainda que todos tenham em comum o gosto pelos mangás, animes e o Japão. Existem os otakus que veêm todos os anime da temporada, que baixam tudo e sabem de cada detalhe, mas há também os otakus que preferem se dedicar a fazer cosplay de seu anime favorito, ou ir aos eventos com os amigos e fazer piadas com situações de animes mais populares. Já vi de otaku-metaleiro a otaku-emo, então acho que preciso explicar um pouco melhor o porquê de eu ter afirmado no título do post que "todo otaku é nerd".

No dia a dia nós entendemos como nerd, aquelas pessoas que são viciadas em tecnologia, vivem estudando para saber mais e mais sobre o assunto, são isolados socialmente e até "esquisitos". O problema é que o termo não está necessáriamente associado ao CDF, como se acaba imaginando, este é apenas mais um dos erros de entendimento que acabam se tornando regras, como quem acredita que shoujo-ai e yuri são a mesma coisa.

Até mesmo o termo otaku, que no ocidente é usado para designar os fãs de anime felizes que amam o Japão e usam toquinhas de mokona e pyong não está todo de acordo com o significado da palavra otaku. No Japão, os otakus são aqueles sujeitos isolados, que são fissurados por algo (nem necessariamente animes e mangás) e estão sempre e busca de saber mais e mais sobre o que gostam.

Alguma semelhança com o nerd? Na verdade há ainda mais.

Um exemplo interessante foi o que eu vi nessa semana no anime Tokyo Magnitude 8.0, onde Mirai chama Kento-kun, um aficcionado por rôbos, de "otaku robot", o que foi traduzido como "nerd de rôbos" seja em inglês ou português. Ou seja, o significado das palavras nerd e otaku é essencialmente o mesmo, porém existem muitas variações do gosto dos nerds.

Realmente NÃO são todos os otakus que são nerds, e nem mesmo são todos completamente nerds, mas os dois universos estão tão conectados que são em parte um só. Quanto mais parecido com o clássico esteriótipo otaku for, mais próximo de nerd. Mas cuidado: você só gosta de ver os cosplays e os garage kits, nada muito nerd? Colecionar e ser fã compulsivo de algo também são características muito nerds.

Pra mostrar como os dois grupos são próximo tomo a própria Internet como exemplo. É mais do que conhecido que a web possibilitou que a cultura, costumes e conhecimentos otakus se espalhassem pelo mundo numa velocidade espantosa e em todos os continentes (quem é que não assiste na mesma semana do lançamento o capítulo do seu anime favorito, já com legendas em português?). E sabe qual tribo foi a primeira a "habitar" o mundo virtual ajudando a transferência de informações ao redor do globo? Sim, acertou se pensou novamente nos nerds. As duas culturas sobrevivem e se espalham através da rede, e não é incomum encontrar um otaku que goste de ler sobre tecnologia ou mesmo estudar computação ou engenharia.

Enfim, claro que existem os otakus exceções a regra " otaku +- = nerd", mas também não é tanto exagero o título deste post =)

Reclamem, elogiem, xinguem e façam uma blogueira feliz,comentem! Sigam também o twitter que tem enquetes e pesquisar de opinião em tempo real

(Ah! A propósito: eu sou muito otaku e muito nerd ;D)
Matta ne! o/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Personagem do dia: Mio Akiyama

Nome: Mio Akiyama

Idade: 15 anos no início de K-on!

Seiyuu: Yoko Hikasa

Instrumento: Baixo (canhota)

K-on! é o anime musical que tem criado mais febre no Japão e por aqui nos últimos meses, o divertido caminho que quatro amigas trilham ao seu próprio modo para tentar conquistar o sucesso. Ah quem desvaloriza a obra por conter inúmeros momentos moe (para quem não conhece o termo: moe é algo apelativamente fofo ou adorável), com certeza essa é uma das marcas da série que 13 capítulos que foi lançada na temporada de Abril desde ano, mas não é tudo o que tem a oferecer.

O anime de K-on! em si merece e vai ter um review muito caprichado aqui no Mundo Mazaki, mas isso em outra oportunidade. Hoje vamos falar da "queridinha dos fãs" de K-on! A delicada, séria e muito fofa Mio Akiyama, baixista que conquista todos os corações do público com seu carisma e sua bela voz.

Pode-se dizer sem medo de errar que da formação original da Houkago Tea Time (nome com o qual a banda tema do anime é batizada forçadamente) Mio não é apenas a líder como a mais centrada e séria com relação a banda. Também isso não é nada difícil para uma garota sensata diantes das cabeças de vento que completam a banda. Mio é a segunda pessoa a integrar o clube de música, forçada por sua grande amiga Ritsu (que na verdade só queria poder ser presidente de algum clube e até gostou que de quebra ainda pode se tornar uma baterista).

A forte amizade entre Mio e Ritsu é constantemente motivos de suposições dos mais viciados em encontrar um shoujo-ai em todos os animes. Realmente na trama mesmo não existe possibilidades além da grande amizade entre as garotas, mas o constante moe presente em K-on! já é o suficiente para a imaginação de muita gente.


Mas, voltando a falar da baixista canhota e incrivelmente fofa, Mio caiu rapidamente no gosto do grande público com sua timidez, insegurança e medo exagerado de coisas feias e assustadoras. Já depois dos primeiros capítulos de K-on! a popularidade da menina já estava nas alturas se comparada com a das outras integrantes da HTT (Houkago Tea Time).

Mas foi ao chegar ao palco forçadamente pelo destino, no capítulo 7, cantando sua primeira composição com letra boba e fofinha (uma marca do estilo Mio de ser e criar) que ela conquistou de vez a atenção e admiração de quem assistiu a série. Além de todos os atributos que já possuia a garota ainda tem uma voz estonteante e arrebatadora! Coitada da Yui, guitarrista e protagonista da série, apesar de tudo muitos fãs dizem que era só Mio que deveria fazer o vocal.

Fãs são fãs, Yui canta até mais músicas que Mio e isso tem explicação, mas que fica pra quando eu for falar só da garotinha avoada.

Tamanha popularidade rendeu a Mio gestos de admiração que com certeza a fariam desmaiar de vergonha, como centenas e mais centenas de homenagens ecchis ou pior da sua imagem. Ela é linda, então obviamente era inevitável, ainda que ela não fosse tão moe e apaixonante.

K-on! e Mio são adoráveis e nos conquistam com canções que falam de apagadores ou canetas esfereográficas (detalhe é que todas essas letras, desde Fuwa Fuwa Time, ou "tempos leves e fofinhos", foram compostas pela baixista de coração doce). E ainda existem por ai otakus sem coração pra dar chance e ver o anime das garotas ;D

Com certeza K-on! não é um anime intelectual ou complexo, mas quem disse que precisamos levar tudo a sério todos os dias? Ainda mais com canções tão contagiosas quanto as da Houkago Tea Time, e especialmente na adorável voz da líder da banda, realmente o tema música tem toda a permissão para nos fazer rir e sentirmos alegres como se vivessemos também a rotina de Mio: estar com amigos, comendo e fazendo arte quando dá vontade.


Leiam e comentem! Talvez eu volte a luz do dia para postar pequenas news.
Matta ne!

Review: Tokyo Magnitude 8.0

Post quase atrasado, mas bem em tempo e com um ótimo tema.


Tokyo Magnitude 8.0 é o título desse anime que acaba de concluir seus 11 episódios e as opiniões se espalham rapidamente. Eu confesso que assisti todos os capítulos de ontem para hoje, mas o anime já havia despertado minha atenção desde que foi anunciado (foi a preguiça que me segurou antes). Agora, após terminado só existe uma possível conclusão: que anime sensacional e único!

Não difícil saber que a trama gira ao redor de um fictício terremoto de 8.0 na escala Richter que atinge a região de Tokyo. Mas a trama não foi apenas baseada nessa idéia, foram realizadas pesquisas e testes pelos produtores para retratar da maneira mais real o possível os efeitos e consequências se um desastre desses ocorresse realmente. Toda essa pesquisa e estudo foi feito para transmitir a maior sensação de realismo nos acontecimentos.

Diga-se de passagem que realismo é o que a obra mais impressionantemente consegue passar ao público. E não apenas com a situação, mas tão marcante também com os personagens. O drama das vítimas, os sentimentos da jovem Mirai, protagonista da série, diante da incerteza sobre toda a situação. A evolução dela durante a trama é alias um ponto alto, pois ao inicio ela era uma garota completamente exasperada e exausta da própria vida com uma família separada pela rotina, de ser criança, de qualquer coisa feliz, mas ao chegar no fim do caminho, Mirai já cresceu muito como ser humano e em seus sentimentos.

Empatia é o sentimento que Tokyo Magnitude 8.0 causa. Completa empatia, pois a angústia de Mirai se confunde com a própria angústia de quem assiste e também não sabe o que estar por vir no mundo destruído de Tokyo. Dor, medo e insegurança acompanham a jornada de Mirai e Yuuki, seu irmão mais novo, de volta para casa. Junto com eles Mari também sofre por seus próprios medos com relação a segurança da pequena filha e sua mãe, mas isso não impede a mulher de dar apoio e proteção total aos jovens que por acaso esbarra antes e depois do desastroso terremoto.

Mais um ponto que chamou demais a minha atenção foram as músicas, principalmente a de encerramento , "M/elody", que eu não consegui pular nenhuma vez, mesmo que a pressa devesse ter feito. Pessoalmente, música é o elemento que ajuda e muito a deixar a marca de um anime na minha memória, talvez seja apenas meu vicio em J-music, mas a trilha de Tokyo Magnitude 8.0 (ou Tokyo-m8) também está completamente favorável a tornar a lembrança sobre ele a de um clássico.

Fora o já citado, a animação também não desaponta. O traço não é exagerado, mas sim mais próximo do real quanto um anime pode ser, provavelmente também no intuito de gerar empatia. O visual da série não é o que mais importa nesse caso, mas com certeza não atrapalha em nada.

Concluindo, ao terminar os 11 capítulos e agora sem parar de escutar a música de encerramento, devo dizer que Tokyo Magnitude 8.0 é um clássico, talvez o anime mais impressionante dos "mais sérios". Não pense que estou virando a casaca da bandeira do Haruhismo, mas Tokyo-m8 não precisa ser comparado a Suzumiya Haruhi, pois ambos são de gêneros, públicos, idéias e objetivos bem diferentes. Na verdade sou da política que toda a obra primorosa, é primorosa em si e não tem como ser comparada a nenhuma outra também incrível.

Então hoje fica a minha indicação e "brinde" a esta obra clássica e marcante (que me fez derramar algumas lágrimas, eu admito, mas também com um sentimento tão real e comum a todos os seres humanos...). Tokyo-m8, se ainda não assistiu, assista, se já viu sabe que todos os elogios são merecidos.



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MATTA NE!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Sucesso de Suzumiya Haruhi

Não, não estamos falando do título da décima light novel da série Suzumiya Haruhi, que a pouco tempo voltou a ser anunciada em produção. Com os capítulos inéditos reservados para a segunda temporada do anime da série talvez chegando ao seu fim (talvez porque depois de tudo o que já aconteceu antes e durante a exibição desse anime, nada seja impossível) essa é a hora de parar para admirar novamente, depois de anos, a febre do Haruhismo se espalhando pelo mundo.

Aqui no Brasil o tem-se percebido que muitos dos otakus que ainda não conheciam a série agora estão assistindo o novo/velho Suzumiya Haruhi no Yuutsu e se viciando facilmente, o que não surpreende quando se trata dessa bonita, porém louca e poderosa Suzumiya. O que acontece aqui no país não reflete tanto os acontecimentos no Japão quanto ao Haruhismo, pois lá a febre explodiu com força total em 2007, com a exibição dos 14 capítulos originais do anime, mas ainda assim mostra o poder que a série tem.

Para quem ainda não está familiarizado com o termo Haruhismo, cabe uma breve explicação: graças aos acontecimentos da trama de Suzumiya Haruhi surgiu uma pseudo-religião pelos fãs, onde Haruhi é o centro das atenções. Até hoje, eu, pobre otaku brasileira que conheceu a série em Janeiro desse ano apenas, me pergunto se o Haruhismo é puramente criação de fã, ou o "ponta pé escondido inicial" partiu da própria trama.

O fato é que o haruhismo se espalhou e popularizou de uma maneira quase absurda entre os otakus japoneses e esse fenômeno também atingiu o ocidente, apesar de mais fracamente. Chegou ao ponto de os mais exagerados (ou chamados "otakus 8Dv") chamarem o Haruhismo de religião oficial dos otakus. Há dezenas de milhares de vídeos no youtube com a música de Hare Hare Yukai, ED da primeira temporada do anime, e a sua famosíssima coreografia. Multidões dançando, cosplay dos personagens dançando, personagens de outros animes dançando e por ai vai.

Como diria o Kyon: "Se alguém sabe explicar isso, por favor me diga".

Na verdade não é tudo tão difícil assim de entender, afinal Suzumiya Haruhi mistura elementos poderosos como comédias, nonsense, um toque ecchi, personagens marcantes e bem diferentes entre si e uma trama muito, mas MUITO surreal. Não é difícil se aficcionar pelas desventuras de Kyon em meio a aliens, espers e viajantes do tempo.

Mistério ou realidade, a verdade é nem mesmo o fim da segunda temporada do anime faz pensar que o fôlego da marca esteja diminuindo, muito pelo contrário. Novels ainda mais interessantes que as que já foram transformadas em anime estão a disposição para mais temporadas e isso não é tudo o que Suzumiya Haruhi no Yuutsu tem a oferencer.

O trabalho em cima da parte musical da série é outro ponto muito forte. É quase como se fosse uma "fabrica de hits otaku" (eu diria que é literalmente). God knows, Lost My Music, Hare Hare Yukai e agora Super Driver e Tomare! são prova mais do que suficiente que não é de espaços restritos e tédio catastrófico apenas que vive SHY.

Como fã e como crítica de animes eu recomendo imensamente a série, tanto as novels quanto o anime. Só cuidado para não querer depois de ver o último capítulo fundar um templo em adoração a "Deusa Haruhi" ou sequestrar garotinhas moe para vestir de bunny-gal =)

Matta ne! o/

Kobato chega, Tsubasa acabando, é o Mundo CLAMP girando!

Entre os otakus a sigla CLAMP é quase uma unanimidade de conhecimento e respeito. Muitos admiram, outros apenas conhecem por nome ("aquele pessoal de Sakura e Tsubasa né?") e alguns (não poucos) são simplesmente aficcionados por todas as obras desse grupo de quatro mulheres que com o passar dos anos parecem mais especialista na arte de nos surpreender e causar entusiasmo.

Kobato, esse é o título do próximo anime com a assinatura CLAMP a ser lançado na temporada de Outubro (chamada de temporada de Outono). A Kadokawa, estúdio responsável pela animação, já começou a divulgação com um vídeo de 30 segundos de duração, só pra deixar os fãs espalhados pelo mundo babando ( incluindo eu =)~ ). Com certeza a série promete muito, como todos os trabalhos do grupo.

Enquanto isso, finalmente, após reviravoltas e mais reviravoltas que já trouxeram náuseas a muita gente que lê o mangá de Tsubasa, Reservoid Chronicles o fim da série foi anunciado. Uma dúvida que ficou no ar, por ter sido divulgado de forma diferentes em vários sites é sobre o também fim de XXXHolic, cuja trama é paralela a de Tsubasa. Não é algo obrigatório que os dois mangás encerrem juntos, mas a possibilidade não é nem um pouco nula. Vai entender a cabeça louca daquelas quatro!



Talvez para alguns o fascínio que CLAMP causa seja um mistério, mas é só se aprofundar um pouco mais no trabalho do grupo para começar a entender esse segredo. Estórias do gênero tipicamente shoujo que conseguem conquistar muito marmajo por aí (como Sakura Card Captors), tramas que se complementam e se interligam (o exemplo atual de Tsubasa e XXXHolic é a explosão definitiva dessa marca) , um traço belíssimo que vem evoluindo constantemente com os anos. Esses são alguns dos elementos que formam a marca CLAMP, uma sigla já tão poderosa que onde aparece atrai curiosidade (Code Geass que o diga, pois muitos dos que se tornaram fãs da série a encontraram por curiosidade e o traço CLAMP *incluindo eu*).

Aprofundar-se em CLAMP dentro de alguns anos pode vir a se tornar profissão devido ao grau de esforço gigantesco que exige do 'estudioso'. São dezenas de mangás e personagens que se interligam em universos próximos, unidos ou paralelos. Apesar de parecer um trabalho grande demais, já encontrei alguns especialistas conhecedores de CLAMP que não cansam de falar sobre aquele quadrinho onde a personagem de um mangá aparece em outro.

Pra finalizar o video da Kadokawa sobre Kobato, próximo anime CLAMP a caminho.



Matta ne! o/

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Livro: The Disappearance of Suzumiya Haruhi

Hoje estou apresentando um review sobre o livro que li recentemente pela web (recentemente mesmo, quer dizer essa madrugada!): The Disappearance of Suzumiya Haruhi, ou O Desaparecimento de Suzumiya Haruhi, quarto livro da série de ficção-científica escrita por Tanigawa Nagaru.

Suzumiya Haruhi é amplamente conhecida no mundo pelo público apreciador de animes japoneses, uma das séries que mais causa comoção por esse público. O que passa despercebido aos olhos dos otakus menos atentos é que o anime Suzumiya Haruhi no Yuutsu é baseado na série de light novels que contam a saga do jovem normal Kyon tendo que lidar com todos os tipos de situações fantasiosas que acontecem por causa da garota chamada Haruhi Suzumiya.

Para quem não está familiarizado com o termo "light novel" é fácil explicar: Light Novels são livros que contém algumas ilustrações e normalmente não chegam a 300 páginas. Nos últimos anos diversas dessas séries de light novels vem ganhando adaptações em anime e mangá no Japão, mas a mídia literária em si tem um grande valor.

Falando agora de "The Disappearance of Suzumiya Haruhi" *título traduzido para o inglês*. Podemos começar dizendo que a série Suzumiya Haruhi como um todo pode e deve ser encarada como uma série literária, pois nada perde ou é menos relevante do que as obras tradicionais. É uma exelente série de ficcção-cietífica com direito a E.Ts, viagens no tempo e até Deuses pós-modernos muito diferentes dos padrões de divindades da literatura.

Desde o primeiro volume da série Tanigawa Nagaru foi capaz de seduzir qualquer que tenha fraco pela ficção-científica, a narração em primeira pessoa não deixa escapar nenhum detalhe dos acontecimentos e os constantes comentários e reflexões (muitas vezes altamente sarcásticas) do narrador (Kyon) complementa a trama de modo primoroso. Cada personagem está perfeito em seu papel e a história não deixa 'pontas soltas' em nenhum momento, todos os detalhes compõe o todo da obra.

Nessa quarto volume Tanigawa foi além: nos fez sentir a angústia de Kyon quando deparado diante de uma situação onde, dessa vez, ele não terá a saída facilitada por algum de seus companheiros com atributos especiais. Diferente de todos os acontecimentos anteriores, não se trata de mais um problema causado pelos poderes de Suzumiya Haruhi. A trama faz uma quebra nesse sentido tão forte que o livro poderia bem ter outro personagem como título, mas isso não é algo a se questionar. Uma epopéia pelo tempo, pela realidade e pelo desejo de simplesmente poder ser uma pessoa normal, levam Kyon a um momento crucial, onde ele deve decidir se prefere um mundo comum, normal e pacífico, ou a realidade cheia de espaços restritos e batalhas impesáveis que Suzumiya Haruhi faz existir.

Comparando com as novels atenriores de Suzumiya Haruhi, está parece na minha visão muito mais grandiosa no enredo, com suspense, viradas, momentos de choque e um final digno de uma trama que pode vir a ser considera clássica.

Existe ainda muito preconceito com relação a considerar light novels como livros como os demais. Provavelmente um problema que os livros de ficção considerados "infanto-juvenis" nesse lado do globo também enfrentam. Mas, ao se tirar a venda dos olhos pode-se apreciar uma grande obra que nos afasta um pouco os sentimentos de uma realidade cinzenta e sem graça e quase nos faz desejar novamente, como a muitos anos atrás, que serem e situações surreais realmente existam.

Talvés no fim das contas, esse seja o maior dos poderes de Suzumiya Haruhi.

Matta ne!

domingo, 13 de setembro de 2009

O Caminho

O mundo não é perfeito, a vida não é tranquila e pacífica, os dias não são todos como gostariamos, mas mesmo assim aqui estamos. Essa é a vida, algo que não está totalmente sobre nosso controle, mas que nos dá todas as possíbilidades do Universo. Existe coisas ruins que nos fazem ficar desanimados e até sem esperança, mas também existe beleza e felicidade espalhada por ai. Duvida? A única habilidade necessária para ver essa tal "beleza impossível e mágica que seria bom que existisse" é essa: Observar.

Mas quando falo em pensar, não falo apenas de ver o que acontece ao redor, o verdadeiro ato de observar acontece quando se compreende e entende os acontecimentos ao redor. É uma habilidade difícil de se conseguir, pois só vem através da sensibilidade da alma (leia mente se preferir). Se por um lado o mundo parece cada vez pior, por outro, o dia-a-dia corrido e cheio de exigências nos torna cada vez mais mecânios, insensíveis, egoístas, isolados da natureza e uns dos outros. Sensibilidade e felicidade são diretamente proporcionais, não importa o ponto de vista.

Essa dita sensibilidade que possibilita poder observar o mundo com olhos diferentes e mais felizes não surge ao simples fato de querer-la. Do meu ponto de vista pessoal, a arte é o meio mais simples para se encontrar mais com os sentimentos, os pensamentos reflexivos e talvez alguma forma de conforto para que possamos obsevar o mundo mais claramente.

Seja através da música, dança, desenhos, escultura, teatro ou qualquer outra forma de arte. Todos nós nascemos com potencial para apreciar e praticar alguma (ou algumas) dessas atividades. Claro que não somos todos pintores de talento excepcional, ou atores fantásticos, não é isso que importa afinal. Não é a perfeição externa que se procura na arte como terapia para a insensibilidade da vida moderna, mas a perfeição interna, onde quem pratica se sente feliz e realizado com os faz.

Isso vale para todos os tipos de arte, do mais tradicional para as expressões modernas que surgem a cada instante para expressar novos pensamentos e novas formas de viver. Seja um músico que toque violino ou que faça espantosos riffs em uma guitarra distorcida, o importante está na mudança que a arte causa dentro de cada um. Talvez apenas observar essa realização seja o suficiente para começarmos a encontrar o próprio caminho de volta aos pensamentos, reflexões e conhecimentos que não estão atrelados ao "mundo cada vez pior".

Com essa senbilidade recuperada, a sensibilidade que realmente importa, que fica no cerne da consciência humana, podemos facilmente separar na realidade ao nosso redor todos os aspectos. Pode-se enfim realizar o milagre de ser feliz sem ser alienado aos acontecimentos. Saber pode significar muitas vezes tristeza, mas isso não é realmente uma regra. A vida não seria muito melhor se fosse possível ter senso crítico e felicidade plena? E isso é sim possível!

Tudo o que é preciso para encontrarmos esse caminho que parece quase um mito é da sensibilidade, mas não apenas dela, pois tão importante quanto sentir é amar. Não amar alguém apenas, amar a si e amar o fato de existir a vida. Seja qual o caminho para descobrir esse sentimento, o importante é ter consciência da preciosidade que é.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O FNA ainda mora no meu coração!

Foi no ano de 2006 que o primeiro grupo engajado com mais de 3 membros que fundei surgiu: A Sociedade Nada Secreta dos Filósofos Nada Anônimos, SNS-FNA, ou apenas FNA. E hoje vou recontar e relembrar tudo sobre esse grupo único que ainda está no meu coração, e isso tudo bem ao estilo do FNA: com muito carimbó e rituais milenares!

"Carimbó???" Deve ser a primeira coisa que vem a mente ao se ler isso, mas vou avisando que nunca na minha vida vi uma apresentação dessa típica dança do estado do Pará. A verdade é que para o FNA tudo sempre deveria ser esdrúxulo e incomum ao extremo. As idéias mais absurdas é que governavam esse grupo que nasceu de pessoas incomuns com uma filosofia incomum.

Clero, Marian, Wayne e Mazaki (estou usando apenas seu nicks porque fica mais legal e no clima do FNA =P).O grupo iniciou em uma manhã qualquer com aulas atrasadas, diante de um debate político, onde, após perceber que o Brasil estava preso em uma teia de poderes que nada faziam de efetivo para mudar de vez a situação do país, Clero declarou: Vou fazer uma revolução e fundar meu próprio país com metade do território do Amazonas! (ou algo assim, afinal fazem muitos anos daquela conversa casual-histórica). Aquele foi o estopim. Muitas risada e mais idéias "impossíveis" porém "fundadas" começaram a brotar, até que Mazaki sugeriu que criassem uma Sociedade com os filósofos mais respeitados e inventidos do Cefet.

Daí em diante o FNA ganhou rapidamente uma coleção enorme de tradições "milenares" e valiosíssimas como a dança do carimbó sobre uma mesa, a quebra de copos na cabeça uns dos outros (eram copos de plástico, obviamente) e os populares "boatos dizem...". Devo confessar que as pessoas fugiam das algazarras e loucuras que o FNA aprontava, mas todos riam dos "boatos dizem..." que eram tão diversificados que iam desde boatos sobre a verdadeira origem do Universo até como surgiu a milenar "guerra dos copos filosóficos".

Talvez o FNA aparentasse ser um grupo sem sentido, e isso é até em parte verdade, mas a idéia que movia aqueles jovens é a de que: não é preciso ser um mestre, um sábio de idade, para fazer filosofia, qualquer um pode ser filósofo, ainda que use exemplos toscos ou cômicos para as suas idéias sobre a Existência, o importante é não ter senso comum. Sim, eramos sem noção, mas existia conteúdo nas nossas cabeças jovens e impulsivas.

O tempo passou e hoje os membros do FNA estão seguindo seus próprios caminhos, eu provavelmente é que me distanciei mais, fisicamente, mas em sentimentos os 4 membros fundadores da Sociedade mais incomum que já existiu naquelas bandas do mundo ainda estamos unidos. Cada um tem uma crença, uma maneira de ver o mundo, mas ainda assim, em algum canto de suas histórias, está a "filosofia nada anônima".

Pra finalizar essa pequena homenagem a esse grupo que foi tão importante na história da minha incomum vida, o hino oficial do FNA!! Na verdade é uma poesia, mas eu não sei de quem ou o título, mas ela expressa perfeitamente o legado do FNA!

"Tetere tete
Quiça quiça
queçe"

Matta ne!

PS: Boatos dizem que existe muito mais entre o céu e a terra do que supõe Roseli ou qualquer outro ser maligno que tenha tentado destruir esse mundo ;D

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um pouquinho de cada lugar

Manaus e Rio Grande, duas cidades tão diferentes que poderiam ser chamadas de opostas. Até mesmo os ceps são opostos! (Manaus = 69000-000 Rio Grande = 96000-000, apesar de isso não ser realmente grande coisa)

Em uma, faz um calor que chegou semana passada a 42 graus, isso em meio a prédios, engarrafamentos terríveis (piorados pelas obras no trânsito visando a Copa de 2014) e muita correria. Já a outra, uma manhã de 5 graus, praças e praças sem fim, ônibus que nem precisam de numeração de tão poucas rotas. Talvez seja de se perguntar como eu pude trocar o "Corre corre da cidade grande" pela calmaria de Rio Grande, provavelmente exatamente a calma seja um dos motivos, apesar de não ser nem de longe o principal.

Hoje vou mostrar algumas das fotus que tirei (de Manaus) e tenho tirado (de Rio Grande), não são obras de arte, com certeza, eu que convivo perto de pessoas que estudam artes visuais não tenho nem coragem de brincar dizendo que produzo arte. A verdade é que sou até uma péssima fotógrafa (mas ainda bem melhor do que a minha habilidade de cameraman xD). São apenas algumas amostras da minha visão pessoal de cada cidade, dos lugares que mais frequento(ava).

Manaus



Por do sol no parque dos bilhares, emoção.


Parque dos Bilhares. Conheci muitas pessoas especiais nesse lugar.


Hino do CEFET: "O cefet, o cefet, o cefeeeeeeeetttttt~~"


Sambódromo. Nunca entrei lá, mas 'oia' a bandeira do Garantido =3



Amazonas Shopping visto de um busão. Aleatório, mas sinto falta de shoppind de verdade xD


Rio Grande




Arte nos muros de Rio Grande, adorei XD


A maioria das ruas do centro é feita de pedrinhas assim, que louco o.o


Não, é Rio Grande sim, apesar de tanta floresta xD (praça Tamandaré, centro).


Igreja bonita que eu não sei o nome /o/


Sol da tarde no porto velho. Fica mais impressionante com o reflexo na água ein?
(Esse dia tava taaauummm frio!)

Amanhã, provavelmente alguma elucidação filosófica banal que mais vai parecer uma alucinação de tão aleatória e bizarra. Mas a vida é assim, conteúdo é o que importa, seja ele parecendo meio sem sentido, mas pelo menos não sendo meio sem cultura.

Matta ne!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Valor de cada instante

Ainda que os problemas sempre existam, que os políticos sempre nos roubem, que o bem nunca pareça realmente vencer porque na verdade sempre surge um novo mal para enfrenta-lo. Ou ainda mesmo que o café seja amargo ou as contas não estejam pagas, existe motivos para sorrir.

Um dado muito interessante que saiu em uma pequena nota da edição dessa semana da revista Época conta que uma pesquisa americana apontou o Rio de Janeiro como a cidade mais feliz do mundo. A pesquisa incluiu cidade de mais de 20 países para chegar a esse resultado e a cidade do carnaval ficou acima de outras como Barcelona no índice de felicidade.

Fico realmente feliz pelos cariocas se sentirem tão bem assim com a vida, mas essa pesquisa realmente faz pensar em diversas coisas. Afinal, pelo menos na minha terra-natal, pensar em viajar para o Rio de Janeiro é "correr risco de vida, afinal é uma cidade dominada pela violência". Não pensem que estou fazendo uma afirmação preconceituosa contra os cariocas, mas a mídia é quem induz os lugares mais distantes do Brasil a acreditar nisso. Com certeza é um exagero imaginar que apenas de pisar na cidade vá ocorrer algum incidente violento, mas não há de se negar que o Rio passa, como todas as metrópoles dessa nação, por grandes dificuldades para manter a ordem e segurança. Esse não é um problema do Rio de Janeiro, é um problema do Brasil que se mostra mais cruel e evidente nas grandes cidades.

Vim de uma cidade que, apesar de ainda está firmando sua imagem entre as grandes do país, já sofre a bastante tempo e de modo cada vez pior os problemas urbanos das metrópoles. Existem coisas boas em Manaus? Sim, com certeza, mas é inegável que a população parece cada vez mais desacreditada e menos feliz pelo lugar onde vive, com as manchetes de todos os tipos de violência multiplicando-se nas mídias. A grande questão que surge é, como uma cidade que é dezenas de vezes maior que Manaus, que é o Rio de Janeiro, pode ter uma população mais feliz do que de cidades do primeiro mundo?

A resposta é simples, apesar de na práticas poucos entenderem: as dificuldades tornam tudo ao redor mais precioso e mais aproveitado.

Talvez eu esteja escrevendo este post exatamente por me sentir como o Rio de Janeiro: com dificuldades sim, talvez até em algumas enrascadas, mas feliz, muito feliz mesmo, e sabendo aproveitar cada momento de alegria como se fosse o maior de todos. Do meu ponto de vista pessoal, baseado em conhecimento puramente empírico, é sentir a vida dessa forma que faz o Rio de Janeiro um lugar tão feliz. Afinal, diz o conhecimento popular que é na dificuldade que damos valor ao que realmente importa.

Não cabe a mim dizer o que é certo ou errado, mas fico feliz por ver que o meu modo de pensar e encarar a realidade, que sempre será cheia de desafios, também é o modo da população de uma cidade, e que isso os faz feliz também, assim como me faz.


Realmente eu não ia escrever nada sobre o Rio de Janeiro ou modo de vida hoje, mas a pequena notícia me fez ensaiar estas palavras. Em no máximo dois dias volto com mais conteúdo *provavelmente desnecessariamente*filosófico demais e *quem sabe* falando novamente de Manaus e Rio Grande. A frequência com que eu escrevo no blog depende também da quantidade de leitores.

Matta ne!

sábado, 5 de setembro de 2009

Era uma vez um lugar chamado Rio Grande

'Rio Grande', sim, esse é o nome do lugar. Cidade fadada a ser ignorada pelos meus conhecidos de outras partes do Brasil, principalmente Manaus, que sempre acham que estou me referindo ao estado do 'Rio Grande do Sul' qundo falo do Rio Grande. Não, é uma cidade chamada Rio Grande, no sul do RS sim, no litoral. É aqui sim que tenho enfrentado desafios da vida sem perder nenhum segundo o sorriso no rosto.

Realmente foi algo bem chocante sair de Manaus em pleno início de vazante (e calor ainda mais insuportável que na época de cheia) e chegar em Rio Grande num agradável dia de começo de inverno, com chuvas e temperatura amena, menos de 15 graus.... o que eu nunca tinha sentido em 20 anos de Manaus.

Tive diversas impressões assim que cheguei, é claro, como já tinha tido em Brasília, apesar de lá nem ter saído do aeroporto (outra oportunidade posso até relatar a grande prova de resistência que foram as mais de 12 horas morando no aeroporto internacional JK). Claro que vim para RG sabendo que era uma cidade muito menor que Manaus, 10 vezes menor em quantidade de habitantes, mas ainda assim considerada uma cidade média de acordo com os padrões. Padrões.... sempre tão inúteis, foi o que eu pensei enquanto a sinalização da estrada indicava que eu já estava em RG mas pela janela do onibus só se via...... bois???

RG é uma cidade com uma extensa área rural, a parte urbana é toda concentrada ao redor do centro (na verdade tudo aqui gira em torno do porto do ponto de vista central) o que explica a minha sensação de "menina da cidade grande adentrando a um universo paralelo". Logo eu, tão acostumada a coisas da pseudo-metropole louca de Manaus, chegando numa cidade onde (impossível descrever o tamanho da minha perplexidade misturada com diversão no momento que vi) carroças andam pelas ruas!

Naquele começo de inverno não seriam apenas os cavalos adubando naturalmente as ruas da cidade que me chamariam a atenção. O anoitecer pelas 17:30 da tarde, o amanhecer depois das 7:00, as árvores carecas por causa da estação, alias, a propria existência de estações definidas do ano. Tudo era novidade diante dos meus olhos que, se em Manaus sempre encontravam coisas incríveis, que dirá num lugar tão oposto e diferente de onde vim.

Porém o óbvio que mais me assustou e marcou nessa mudança de ares, foi a temperatura. Passar por uma madrugada de quase 0 graus foi bem marcante. Alias, acho que sempre vou rir quando ver as pessoas chamando 17 graus a tarde de "calorzinho", porém sempre vou reclamar nesses mesmo dias do frio dentro de casa. Pelo menos realizei meu desejo de criança de usar roupinhas de frio!

Tanta coisa aconteceu... tanta coisa vem acontecendo! Apuros, problemas, soluções e muita, mas muita felicidade cercam o tempo que tenho vivido em Rio Grande. Uma cidade quase totalmente oposta da minha terra natal, mas que incrivelmente já conquistou meu carinho por ser exatamente assim. É observando este lugar que eu vejo o que de Manaus me faz falta, mas também vejo o que lá não tem e aqui me agrada. Sim, dá pra chamar Rio Grande de minha segunda cidade.

Ainda tenho tanto a contar! Acho q vou detalhando mais em outras postagem, até porque é difícil lembrar de todas as aventuras que já vivi aqui e escrever tudo de uma só vez. Volto em breve com mais desse estranho mundo ou outra reflexão.

Matta ne!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Relevante ou não

Bom, a vida é assim, agente conseguem emprego, mas sabe que não vai pagar as dívidas com ele, mas que pelo menos ainda terá onde morar, o que é muito alias. Realmente não quero que ninguem se iluda de que é muito fácil revolucionar a própria vida, porque não é! Se sofre, se anseia e sente medo de dar tudo errado. O importante pra mudar a própria vida na verdade, continuar a ser o que sempre foi a principio: um motivo verdadeiro que seja verdadeiro até o fim. Pois, quando se achar no aperto, sem saber se haverá um teto ali pra abriga-lo daqui a umas semanas, apenas o motivo pra toda essa revolução é que vai fazer com que exista significado nessa luta.

Uau, quanta coisa filosófica escrita de uma só vez! Na verdade isto que acabei de escrever é um conselho e reflexão também para mim mesma, que passo por esse duro processo de se reestabilizar na nova viva revolucionada. Provavelmente vai ficar tudo certo comigo (só espero que o dono do imóvel seja compreensivo ou meu novo chefe pra me adiantar metade da grana o.o). O importante é continuar caminhando, infelizmente percebendo que as chances de eu não ter mais todo o tempo do mundo livre para amar durante a semana estão aumentando junto com a minha pendência no banco. Mas mesmo assim feliz, porque a vida no século 21 é assim mesmo, corrida, mas há espaço para todos, todos os que lutarem.

Mas chega de tanta filosofia e vamos... filosofar! Mas dessa vez sobre algo mais relativo, abstrato e incrivelmente parecido com o mundo real: a blogosfera.

Um blog é como a voz de uma pessoa, é através dele que alguém pode expor o que pensa, ou seu dia-a-dia, ou divugar uma idéia, são realmente enormes as possibilidades que se abrem com um blog.

A questão nisso tudo é: como saber que sua voz será ouvida em meio a tantas? A quantidade de blogs mundo a fora é realmente enorme, então é bem correto dizer que existe lugar, para aqueles que lutarem!

Não existe fórmula secreta, mas existem boas práticas, como postar frequentemente, imaginar que tipo de público lê o blog e escrever de acordo com o tipo de linguagem e cultura dessas pessoas e outras coisas. Mas o mais importante de tudo é na verdade o mais simples: escrever sobre algo que se goste. Porque quando estiver no mar de blogs, buscando uma luzinha para ser enxergado, é esse motivo para existir o blog que fará toda a diferença, que manterá o caminho, que talvez sim ou não, leve ao sucesso.

Eu mesma estou a alguns anos procurando essa resposta para como fazer de um blog algo relevante e ainda não terminei essa pesquisa, o importante é escrever e com prazer, como faço aqui no Mundo Mazaki, que depois de idas e vindas, talvez esteja novamente se aproximando da agilidade e completude de alguns anos atrás.

Hoje sinto que falei muita coisa inútil e incrivelmente de forma parecida sobre duas coisas bem diferentes, talvez seja apenas impressão causada pela hora tardia. Em pensar que irei ter que acordar cedinho de dia... Que bom, quem sabe assim eu encontre o meu outro emprego que me aguarda em algum lugar o/

Por hoje fica isso. Na próxima noite, ou madrugada, eu volto com algo mais interessante de se ler. Agora é hora de cuidar dos outros blogs, antes de ir dormir.

Matta ne!

 
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