Pular para o conteúdo principal

Review: Maria+Holic

Perdão pela ausência de sábado, mas até os blogueiros precisam descansar um pouco no fim de semana! Não é fácil compartilhar tempo entre livros, fanfics, eventos e o blog, então dêem um desconto para esta blogueira ;D

Bom, hoje vou apresentar um review de um anime que não é desta temporada de verão, mas sim um do inicio do ano, Maria+Holic. O motivo é porque muitos ainda não conhecem essa comédia produzida pela SHAFT e Media Factory. Um anime que leva ao extremo qualquer sinonimo piada rápida.


Ah sim, é um susposto anime yuri, mas essa imagem acima é do único e maior momento yuri da série, que ocorre aos +- 7 minutos do primeiro capítulo (eu disse que tudo acontecia bem rápido). Kanako Miyamae, a protagonista de cabelos pretos na cena acima, é uma garota yuri que entra para a escola feminina Ame no Kisaki onde seus pais se conheceram com o sonho de também encontrar sua pessoa especial. A verdade é que Kanako tem alergia a homens (literalmente, ela cria graves brotoejas) e esconde uma personalidade completamente pervertida no sentido yuri da coisa.

Mariya Shidou, neta do diretor da escola, é essa que dá esse beijinho inocente em Kanako. Essa seria a garota dos sonhos de Kanako se não fosse um pequeno detalhe: ela é um homem! Sim, e é por descobrir isso que a jovem yuri ecchi se torna prisioneira humilhada por Mariya que precisa manter seu segredo a qualquer custo.

Sim, podemos resumir a trama de Maria+Holic em: era uma vez uma yuri pervertida e um travesti.


A série conta apenas com 12 capítulos que seguem os acontecimentos dos dois únicos mangás lançados até agora de Maria+Holic. Eu realmente não acho que lançar animes tão precocemente de um mangá tenha apenas vantagens, com Maria Holic o problema é que a trama não chega nem perto de uma conclusão. O último capítulo alias é ótimo pra nos deixar mortos de curiosidade e raiva pelo fim (bem ao estilo nosense, inesperado e rápido da série).

Para quem quer rir e muito, esse anime é perfeito, afinal ainda não vi em nenhum lugar uma personagem (talvez nem personagem masculino) que tivesse tantas crises e tão estupidamente exageradas de hanaji (termo para aquele sangramento de nariz que personagens pervertidos tem ao pensar bobagem). Alias Hanaji, música de abertura da série, cantada por Yuu Kobayashi (que é também seiyuu perfeita de Mariya) tem totalmente o clima da série. Rápida, engraçada e incomum.

Eu já repeti a palavra "rápida" várias vezes neste post, mas só assistindo pra se ter noção do porque bem colocado desse adjetivo. A sequência de pensamentos ilógicos e pervetidos de Kanako são realmente de rodar a cabeça dos menos atentos, com direito a a rever algumas cenas para realmente ver tudo o que ela disse. Fora isso a presença de Deus na trama e outros personagens também dá um toque especial.

Enfim, tudo o que não se vai encontrar é yuri verdadeiro nessa sério, afinal é mais fácil Kanako ter uma hemorragia das graves e ir parar numa UTI do que conseguir beijar alguem. O que tem de sobra em compensação é o sangue da pobre pervertida protagonista, fanservices do travestido Mariya e outros pequenos detalhes absurdos que formam o conjunto da obra.

É, não são apenas de momentos de reflexão ou de animes sérios que vive qualquer otaku. Relaxar e rir sem motivo é preciso muitas vezes (outros animes como Lucky Star e cia que o digam)!Quem procura diversão gratuita, com certeza pode contar com Maria+Holic, cujo o único defeito, realmente, é acabar.



Comentários por favor!
Matta ne!

Comentários

  1. Tentei ver esse animê, não gostei muito, só consegui chegar até o terceiro episódio ;/

    ResponderExcluir
  2. Adorei, já que eu sou gamado em comédias non senses xD (Juro que a God é uma das melhores personagens junto com a Matsurika).....Só que Sayonara Zetsubou Sensei e Gintama também são bem legais quando se trata de gags rápidos =)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!
Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).
Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.
Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a pilo…