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O Valor de cada instante

Ainda que os problemas sempre existam, que os políticos sempre nos roubem, que o bem nunca pareça realmente vencer porque na verdade sempre surge um novo mal para enfrenta-lo. Ou ainda mesmo que o café seja amargo ou as contas não estejam pagas, existe motivos para sorrir.

Um dado muito interessante que saiu em uma pequena nota da edição dessa semana da revista Época conta que uma pesquisa americana apontou o Rio de Janeiro como a cidade mais feliz do mundo. A pesquisa incluiu cidade de mais de 20 países para chegar a esse resultado e a cidade do carnaval ficou acima de outras como Barcelona no índice de felicidade.

Fico realmente feliz pelos cariocas se sentirem tão bem assim com a vida, mas essa pesquisa realmente faz pensar em diversas coisas. Afinal, pelo menos na minha terra-natal, pensar em viajar para o Rio de Janeiro é "correr risco de vida, afinal é uma cidade dominada pela violência". Não pensem que estou fazendo uma afirmação preconceituosa contra os cariocas, mas a mídia é quem induz os lugares mais distantes do Brasil a acreditar nisso. Com certeza é um exagero imaginar que apenas de pisar na cidade vá ocorrer algum incidente violento, mas não há de se negar que o Rio passa, como todas as metrópoles dessa nação, por grandes dificuldades para manter a ordem e segurança. Esse não é um problema do Rio de Janeiro, é um problema do Brasil que se mostra mais cruel e evidente nas grandes cidades.

Vim de uma cidade que, apesar de ainda está firmando sua imagem entre as grandes do país, já sofre a bastante tempo e de modo cada vez pior os problemas urbanos das metrópoles. Existem coisas boas em Manaus? Sim, com certeza, mas é inegável que a população parece cada vez mais desacreditada e menos feliz pelo lugar onde vive, com as manchetes de todos os tipos de violência multiplicando-se nas mídias. A grande questão que surge é, como uma cidade que é dezenas de vezes maior que Manaus, que é o Rio de Janeiro, pode ter uma população mais feliz do que de cidades do primeiro mundo?

A resposta é simples, apesar de na práticas poucos entenderem: as dificuldades tornam tudo ao redor mais precioso e mais aproveitado.

Talvez eu esteja escrevendo este post exatamente por me sentir como o Rio de Janeiro: com dificuldades sim, talvez até em algumas enrascadas, mas feliz, muito feliz mesmo, e sabendo aproveitar cada momento de alegria como se fosse o maior de todos. Do meu ponto de vista pessoal, baseado em conhecimento puramente empírico, é sentir a vida dessa forma que faz o Rio de Janeiro um lugar tão feliz. Afinal, diz o conhecimento popular que é na dificuldade que damos valor ao que realmente importa.

Não cabe a mim dizer o que é certo ou errado, mas fico feliz por ver que o meu modo de pensar e encarar a realidade, que sempre será cheia de desafios, também é o modo da população de uma cidade, e que isso os faz feliz também, assim como me faz.


Realmente eu não ia escrever nada sobre o Rio de Janeiro ou modo de vida hoje, mas a pequena notícia me fez ensaiar estas palavras. Em no máximo dois dias volto com mais conteúdo *provavelmente desnecessariamente*filosófico demais e *quem sabe* falando novamente de Manaus e Rio Grande. A frequência com que eu escrevo no blog depende também da quantidade de leitores.

Matta ne!

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