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O FNA ainda mora no meu coração!

Foi no ano de 2006 que o primeiro grupo engajado com mais de 3 membros que fundei surgiu: A Sociedade Nada Secreta dos Filósofos Nada Anônimos, SNS-FNA, ou apenas FNA. E hoje vou recontar e relembrar tudo sobre esse grupo único que ainda está no meu coração, e isso tudo bem ao estilo do FNA: com muito carimbó e rituais milenares!

"Carimbó???" Deve ser a primeira coisa que vem a mente ao se ler isso, mas vou avisando que nunca na minha vida vi uma apresentação dessa típica dança do estado do Pará. A verdade é que para o FNA tudo sempre deveria ser esdrúxulo e incomum ao extremo. As idéias mais absurdas é que governavam esse grupo que nasceu de pessoas incomuns com uma filosofia incomum.

Clero, Marian, Wayne e Mazaki (estou usando apenas seu nicks porque fica mais legal e no clima do FNA =P).O grupo iniciou em uma manhã qualquer com aulas atrasadas, diante de um debate político, onde, após perceber que o Brasil estava preso em uma teia de poderes que nada faziam de efetivo para mudar de vez a situação do país, Clero declarou: Vou fazer uma revolução e fundar meu próprio país com metade do território do Amazonas! (ou algo assim, afinal fazem muitos anos daquela conversa casual-histórica). Aquele foi o estopim. Muitas risada e mais idéias "impossíveis" porém "fundadas" começaram a brotar, até que Mazaki sugeriu que criassem uma Sociedade com os filósofos mais respeitados e inventidos do Cefet.

Daí em diante o FNA ganhou rapidamente uma coleção enorme de tradições "milenares" e valiosíssimas como a dança do carimbó sobre uma mesa, a quebra de copos na cabeça uns dos outros (eram copos de plástico, obviamente) e os populares "boatos dizem...". Devo confessar que as pessoas fugiam das algazarras e loucuras que o FNA aprontava, mas todos riam dos "boatos dizem..." que eram tão diversificados que iam desde boatos sobre a verdadeira origem do Universo até como surgiu a milenar "guerra dos copos filosóficos".

Talvez o FNA aparentasse ser um grupo sem sentido, e isso é até em parte verdade, mas a idéia que movia aqueles jovens é a de que: não é preciso ser um mestre, um sábio de idade, para fazer filosofia, qualquer um pode ser filósofo, ainda que use exemplos toscos ou cômicos para as suas idéias sobre a Existência, o importante é não ter senso comum. Sim, eramos sem noção, mas existia conteúdo nas nossas cabeças jovens e impulsivas.

O tempo passou e hoje os membros do FNA estão seguindo seus próprios caminhos, eu provavelmente é que me distanciei mais, fisicamente, mas em sentimentos os 4 membros fundadores da Sociedade mais incomum que já existiu naquelas bandas do mundo ainda estamos unidos. Cada um tem uma crença, uma maneira de ver o mundo, mas ainda assim, em algum canto de suas histórias, está a "filosofia nada anônima".

Pra finalizar essa pequena homenagem a esse grupo que foi tão importante na história da minha incomum vida, o hino oficial do FNA!! Na verdade é uma poesia, mas eu não sei de quem ou o título, mas ela expressa perfeitamente o legado do FNA!

"Tetere tete
Quiça quiça
queçe"

Matta ne!

PS: Boatos dizem que existe muito mais entre o céu e a terra do que supõe Roseli ou qualquer outro ser maligno que tenha tentado destruir esse mundo ;D

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