Pular para o conteúdo principal

O Caminho

O mundo não é perfeito, a vida não é tranquila e pacífica, os dias não são todos como gostariamos, mas mesmo assim aqui estamos. Essa é a vida, algo que não está totalmente sobre nosso controle, mas que nos dá todas as possíbilidades do Universo. Existe coisas ruins que nos fazem ficar desanimados e até sem esperança, mas também existe beleza e felicidade espalhada por ai. Duvida? A única habilidade necessária para ver essa tal "beleza impossível e mágica que seria bom que existisse" é essa: Observar.

Mas quando falo em pensar, não falo apenas de ver o que acontece ao redor, o verdadeiro ato de observar acontece quando se compreende e entende os acontecimentos ao redor. É uma habilidade difícil de se conseguir, pois só vem através da sensibilidade da alma (leia mente se preferir). Se por um lado o mundo parece cada vez pior, por outro, o dia-a-dia corrido e cheio de exigências nos torna cada vez mais mecânios, insensíveis, egoístas, isolados da natureza e uns dos outros. Sensibilidade e felicidade são diretamente proporcionais, não importa o ponto de vista.

Essa dita sensibilidade que possibilita poder observar o mundo com olhos diferentes e mais felizes não surge ao simples fato de querer-la. Do meu ponto de vista pessoal, a arte é o meio mais simples para se encontrar mais com os sentimentos, os pensamentos reflexivos e talvez alguma forma de conforto para que possamos obsevar o mundo mais claramente.

Seja através da música, dança, desenhos, escultura, teatro ou qualquer outra forma de arte. Todos nós nascemos com potencial para apreciar e praticar alguma (ou algumas) dessas atividades. Claro que não somos todos pintores de talento excepcional, ou atores fantásticos, não é isso que importa afinal. Não é a perfeição externa que se procura na arte como terapia para a insensibilidade da vida moderna, mas a perfeição interna, onde quem pratica se sente feliz e realizado com os faz.

Isso vale para todos os tipos de arte, do mais tradicional para as expressões modernas que surgem a cada instante para expressar novos pensamentos e novas formas de viver. Seja um músico que toque violino ou que faça espantosos riffs em uma guitarra distorcida, o importante está na mudança que a arte causa dentro de cada um. Talvez apenas observar essa realização seja o suficiente para começarmos a encontrar o próprio caminho de volta aos pensamentos, reflexões e conhecimentos que não estão atrelados ao "mundo cada vez pior".

Com essa senbilidade recuperada, a sensibilidade que realmente importa, que fica no cerne da consciência humana, podemos facilmente separar na realidade ao nosso redor todos os aspectos. Pode-se enfim realizar o milagre de ser feliz sem ser alienado aos acontecimentos. Saber pode significar muitas vezes tristeza, mas isso não é realmente uma regra. A vida não seria muito melhor se fosse possível ter senso crítico e felicidade plena? E isso é sim possível!

Tudo o que é preciso para encontrarmos esse caminho que parece quase um mito é da sensibilidade, mas não apenas dela, pois tão importante quanto sentir é amar. Não amar alguém apenas, amar a si e amar o fato de existir a vida. Seja qual o caminho para descobrir esse sentimento, o importante é ter consciência da preciosidade que é.

Comentários

  1. Puxa, um dos melhores textos que eu já li =D
    Eu acrescento apenas que ser otimista com os pés no chão e correr atrás dos sonhos (aí pode tirar os pés do chão á vontade) fazem parte do caminho da felicidade também ^^
    Banzai!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!
Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).
Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.
Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a pilo…